O PCdoB oficializará, na convenção partidária marcada para 1º de agosto de 2026, a pré-candidatura de Marília Freire a deputada federal pelo Amazonas. Servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas e integrante de movimentos feministas, ela disputou o Senado em 2022 e recebeu 28.557 votos.
Com a candidatura, o partido tenta voltar a eleger uma mulher para a Câmara dos Deputados pelo estado. A última foi Vanessa Grazziotin, que exerceu três mandatos como deputada federal entre 1999 e 2011, antes de chegar ao Senado.
O presidente estadual do PCdoB, Yann Evanovick, afirmou que o partido vê Marília como um nome de renovação. “Sua candidatura reúne trajetória e identidade política capazes de dialogar com amplos setores da sociedade amazonense para disputar uma vaga na Câmara e fortalecer um novo ciclo da esquerda no estado”, declarou.

Marília é formada em Direito e Psicologia e trabalha no Tribunal de Justiça desde 2007. Ela também integra a coordenação do Fórum Permanente das Mulheres do Amazonas e preside o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.
Em declaração divulgada pelo partido, a pré-candidata afirmou que pretende levar à campanha pautas relacionadas às mulheres, crianças e populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas.
Desde o início da pré-campanha, Marília participa da organização do movimento “Da Beira ao Centro”, criado para reunir representantes de comunidades e movimentos sociais. Segundo o PCdoB, o partido possui 42 diretórios no Amazonas.
“Eu vim da beirada, da luta de movimentos sociais, pelos direitos das mulheres, crianças e contra todas as vulnerabilidades que a sociedade insiste em invisibilizar. Estou a disposição com essa candidatura, que não é sobre mim, é sobre toda a diversidade de mulheres amazônicas, é por todas as infâncias, ribeirinhas, urbanas, indígenas e quilombolas, é sobre todas pessoas que a política deixa de fora. Vamos juntos levar para Brasília pessoas, lutas e pautas, e fazer política do jeito que a gente aprendeu em cada enfrentamento do dia a dia, com o pé no chão e diálogo com as comunidades", afirma Marília.