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Pelo segundo dia consecutivo, Manaus é a capital com maior poluição do ar no país

Na manhã deste sábado, o índice de qualidade do ar chegou a 441, nível classificado como perigoso para a saúde

Foto: Bruno Kelly/Reuters

Manaus amanheceu novamente encoberta pela fumaça das queimadas neste sábado (17). É o segundo dia consecutivo, a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras. O índice de qualidade do ar chegou a 441, nível classificado como perigoso para a saúde, segundo a plataforma internacional de monitoramento IQAir.

A capital enfrenta concentrações de poluentes muito acima dos valores recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na sexta-feira (16), Manaus já havia sido apontada como a capital brasileira com a maior poluição atmosférica. Na ocasião, o IQAir registrou índice de 167, considerado insalubre. O cenário deste sábado revela o agravamento significativo da situação.

De acordo com o monitoramento, enquanto Manaus registra 441 pontos no índice de qualidade do ar, Porto Velho (RO) aparece com 65 pontos, segundo o monitoramento em tempo real do IQAir.

Por volta das 6h, a concentração de partículas finas de poluição (PM2.5) chegou a 295,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³), valor 59,2 vezes superior à referência de 5 µg/m³ estabelecida pela OMS para a média anual desse poluente. O resultado coloca Manaus em uma situação crítica de poluição atmosférica.

Selva

Além do IQAir, dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também mostram concentrações alarmantes de poluentes em diferentes regiões da capital.

Na manhã deste sábado, o bairro Coroado, na zona Leste, registrou 448,4 µg/m³, enquanto o Parque Dez, na zona Centro-Sul, apresentou 443,4 µg/m³.


Já no bairro Petrópolis, na zona Sul, o índice chegou a 428,4 µg/m³. Na Cidade Nova, zona Norte, a concentração foi de 392,7 µg/m³, enquanto na Compensa, zona Oeste, o sistema registrou 391,5 µg/m³.

Os valores estão acima do patamar de 125 µg/m³ utilizado como referência para a classificação da qualidade do ar como “péssima” pelo Sistema Selva. No Coroado, por exemplo, a concentração registrada ultrapassa em mais de três vezes esse limite.

A capital amazonense enfrenta episódios de fumaça desde o dia 8 de outubro, em decorrência das queimadas registradas no interior do Amazonas e em outras regiões da Amazônia.

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