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Pirarucu de manejo terá reajuste de 32,77% no preço mínimo no Amazonas em 2027

O valor, que atualmente é de R$ 10,74, passará para R$ 14,26

Foto: Divulgação

O preço mínimo do quilo do pirarucu de manejo no Amazonas será reajustado em 32,77% a partir de janeiro de 2027. O valor, que atualmente é de R$ 10,74, passará para R$ 14,26. A atualização consta em tabela do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (4).

Outros produtos extrativistas também terão novos valores mínimos. A castanha-do-brasil com casca, por exemplo, terá um dos maiores reajustes entre os produtos comercializados na Região Norte. O preço por quilo subirá de R$ 3,67 para R$ 7,15, uma variação de 94,82%. O valor é válido para o Norte e Mato Grosso.

A borracha natural do tipo cernambi, comercializada na Região Norte, com exceção do Tocantins, e no norte de Mato Grosso, terá aumento de 39,32%. Com isso, o quilo passará de R$ 7,96 para R$ 11,09.

Também estão previstos reajustes para a andiroba (amêndoa), cujo preço mínimo nas regiões Norte e Nordeste subirá de R$ 2,86 para R$ 3,55, alta de 24,13%. Já o murumuru, com valor estabelecido para o Norte, passará de R$ 2,70 para R$ 3,29 por quilo, aumento de 21,85%.

O babaçu (amêndoa), válido para Norte, Nordeste e Mato Grosso, terá o preço elevado de R$ 7 para R$ 9,15, variação de 30,71%. A macaúba (fruto), por sua vez, passará de R$ 0,57 para R$ 0,68 por quilo nas regiões Norte e Nordeste, reajuste de 19,30%.

Produtos sem reajuste

A nova tabela mantém os valores mínimos de alguns produtos. É o caso do açaí, cujo quilo continua fixado em R$ 2,28, e do buriti, que permanece em R$ 3,79.

O cacau em amêndoa também não terá alteração. Para Acre, Amazonas, Amapá e Pará, o preço mínimo segue em R$ 11,56 por quilo.

Maiores altas da tabela

Embora o reajuste da castanha-do-brasil esteja entre os mais expressivos no Norte, a maior variação percentual da tabela foi registrada pela macaúba nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Nesse caso, o preço mínimo passou de R$ 0,62 para R$ 1,28 por quilo, aumento de 106,45%.

O pequi, com valores válidos para Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste, teve reajuste de 66,67%, passando de R$ 0,69 para R$ 1,15. Já a piaçava (fibra), na Região Norte, subiu de R$ 4,43 para R$ 7,01 por quilo, alta de 58,24%.

A tabela também estabelece novos preços para produtos como pinhão, juçara, baru, mangaba e umbu, de acordo com as regiões de abrangência.

Os preços mínimos foram definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio do Voto nº 76/2026, aprovado em 22 de outubro. A medida busca estabelecer valores de referência em benefício dos produtores.

A atualização foi oficializada pela Portaria MAPA nº 965, assinada em 3 de novembro. Os novos preços entram em vigor em 1º de janeiro de 2027.

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