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Plano de Omar prevê combate ao crime nas principais rotas fluviais do Amazonas

Programa prevê bases fluviais e pontos de apoio em orlas, portos e comunidades estratégicas para ampliar presença das forças de segurança no interior

Foto: Tadeu Rocha

O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), propõe a criação do Ronda nos Rios, uma estrutura de policiamento fluvial voltada ao combate ao crime nas principais calhas, orlas, divisas e fronteiras do Estado. A iniciativa integra o programa Ronda Amazonas e prevê a implantação de bases fluviais e pontos de apoio para ampliar a presença permanente das forças de segurança em áreas estratégicas do território amazonense.

A proposta parte de uma característica própria do Amazonas: os rios funcionam como as principais vias de circulação em grande parte do Estado e, ao mesmo tempo, são utilizados como corredores para atividades criminosas. O objetivo é adaptar a estrutura de segurança pública a essa realidade, combinando policiamento fluvial, inteligência, tecnologia e integração entre diferentes forças.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento da Segurança Pública identifica as rotas fluviais como pontos estratégicos para o enfrentamento ao crime organizado e aponta a necessidade de ampliar a presença do Estado nas calhas dos rios, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros urbanos.

“Polícia se faz com homens e mulheres preparados, valorizando os policiais, treinando os policiais, para que eles tenham o respeito do cidadão de bem”, afirma Omar.

Bases fluviais e presença permanente

Um dos principais pontos do Ronda nos Rios é a estruturação de bases fluviais para atuação integrada das forças de segurança. A proposta prevê reforma e adequação de estruturas existentes e a instalação de pontos de apoio em orlas, portos e comunidades consideradas estratégicas, com condições para operação de embarcações, comunicação e atendimento à população.

A intenção é criar uma rede capaz de ampliar a presença policial nas rotas fluviais e reduzir a distância entre as forças de segurança e comunidades que hoje enfrentam dificuldades de acesso aos serviços do Estado.

O Ronda nos Rios deverá atuar principalmente no enfrentamento à pirataria fluvial, tráfico de drogas, contrabando e crimes ambientais. O plano também prevê atuação em áreas de divisa estadual e nas fronteiras internacionais, com integração entre as forças estaduais e órgãos federais.

“Nós vamos voltar com um programa dez vezes melhor do que aquele que a gente tinha, para proteger o povo e as comunidades”, defende Omar.

 

O diagnóstico apresentado no plano destaca as calhas do Solimões e do Madeira entre os corredores utilizados por organizações criminosas e aponta que a baixa presença estatal em determinadas regiões aumenta a vulnerabilidade do território amazonense.

“Esse cenário favorece a atuação de organizações criminosas que operam em escala continental, utilizando rotas fluviais e terrestres que conectam Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela”, ressalta o Plano Estratégico.

Integração entre forças

A estruturação do Ronda nos Rios prevê atuação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Civil e Guardas Municipais, além da celebração de acordos de cooperação com municípios, Governo Federal e estados que fazem divisa com o Amazonas.

A proposta é que essa integração permita compartilhar estruturas, informações e estratégias de inteligência, especialmente em regiões nas quais as grandes distâncias e as características geográficas dificultam a presença permanente das forças estaduais.

O Ronda nos Rios integra o programa Ronda Amazonas, estruturado em cinco frentes: Ronda nos Bairros, Ronda nos Municípios, Ronda nos Rios, Ronda Social e Protocolo Ronda Digital. O modelo pretende combinar presença territorial, inteligência, tecnologia e prevenção social para adaptar a política de segurança às diferentes realidades da capital e do interior.

“Não é mais barato investir na prevenção do que depois gastar com quem está preso? É uma inversão de valores. É preciso investir mais na educação do que nos presídios”, aponta o candidato.

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