Um motim foi registrado na tarde desta terça-feira (1º) na nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na zona rural de Manaus. Informações preliminares apontam que policiais militares foram feitos reféns durante o motim. A ocorrência segue em andamento até a publicação desta matéria. As informações são do portal Toda Hora.
Entre os militares que estariam sendo mantidos dentro da unidade estão, conforme os primeiros relatos, um major, um aspirante e um soldado. As informações sobre o número exato de reféns ainda não foram confirmadas oficialmente.
O grupo envolvido no motim teria apresentado uma série de reivindicações, entre elas o pedido de regalias e o retorno dos detentos para o antigo núcleo prisional da Polícia Militar, no bairro Monte das Oliveiras.
Diante da situação, informações preliminares apontam que a Polícia Militar deslocou para a unidade equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), além de negociadores especializados. As forças de segurança passaram a acompanhar a ocorrência e trabalham para controlar o motim e buscar a liberação dos militares.
Nova unidade
A UPPM/AM começou a funcionar em maio de 2026, na altura do km 8 da Rodovia BR-174, ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). A unidade ocupa o prédio onde anteriormente funcionava a Penitenciária Feminina de Manaus.
A estrutura passou a receber policiais militares presos após a desativação do antigo núcleo da corporação, situado no bairro Monte das Oliveiras. A transferência ocorreu depois de problemas estruturais e de uma fuga registrada na unidade anterior.
O espaço tem 72 vagas destinadas a presos de natureza militar e conta com atendimento de saúde, serviços jurídicos e suporte administrativo, em cooperação com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
SSP diz que ocorrência é de responsabilidade da PM
A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para obter informações sobre a rebelião. A pasta informou que a ocorrência é de competência da Polícia Militar do Amazonas.
A PMAM também foi procurada para confirmar o número de reféns, as reivindicações apresentadas pelos presos e as medidas adotadas para controlar a situação, mas não havia se manifestado até a publicação.
As circunstâncias do motim e a situação dos policiais envolvidos ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.