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TRE-AM inicia treinamento de equipes que atuarão na auditoria das urnas

Capacitação reúne 280 servidores públicos de diferentes instituições e segue durante quatro dias

Foto: Júnior Souza/TRE-AM

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) iniciou, na tarde desta terça-feira (1º/9), o treinamento das equipes auxiliares que atuarão na auditoria das urnas eletrônicas nas Eleições 2026. Conduzida pela Comissão Permanente de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), a capacitação reúne 280 servidores públicos de diferentes instituições e terá duração de quatro dias.

A CAVE é presidida pelo juiz Marcelo Manuel Vieira, e a coordenação-geral está a cargo da analista judiciária Marilza Moreira. O treinamento tem como objetivo preparar os participantes para executar corretamente as etapas da auditoria, com orientações sobre o funcionamento da urna eletrônica, as normas aplicáveis, o fluxo de trabalho, a utilização do Sistema de Apoio à Votação Paralela (SAVP) e as atribuições de cada integrante da equipe.

A abertura foi conduzida pelo supervisor do Teste de Integridade, Ranieri Cordeiro. Ao longo da programação, os participantes terão atividades teóricas e práticas, com simulações das funções que desempenharão no dia da eleição. A preparação busca prevenir falhas e assegurar que os procedimentos sejam executados com rigor, segurança e transparência.

Procedimentos de auditoria
Nas Eleições 2026, as urnas eletrônicas serão submetidas a dois procedimentos distintos: o Teste de Integridade e o Teste de Autenticidade.
Previsto no § 6º do artigo 66 da Lei nº 9.504/1997, o Teste de Integridade verifica se a urna registra e contabiliza corretamente os votos digitados. Durante uma votação simulada, votos previamente preenchidos em cédulas de papel são inseridos na urna eletrônica e registrados no SAVP. Ao final, o Boletim de Urna é comparado com as cédulas e com os dados do sistema de apoio. Os resultados devem coincidir integralmente.

No Amazonas, 20 urnas serão submetidas ao Teste de Integridade. Desse total, 18 participarão da modalidade convencional, realizada em ambiente controlado, e duas serão utilizadas no Teste de Integridade com Biometria.

Na modalidade com biometria, a auditoria ocorre em local de votação. Depois de votar oficialmente, os eleitores são convidados a participar voluntariamente, autorizando o uso de sua identificação biométrica para habilitar a urna destinada ao teste.

O Teste de Autenticidade, por sua vez, será realizado em três urnas, nas próprias seções eleitorais selecionadas e antes do início da votação. O procedimento verifica se os programas instalados nos equipamentos correspondem aos sistemas oficiais desenvolvidos, assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral. Também são conferidas a integridade dos programas e a regularidade dos procedimentos de preparação das urnas.

Segundo a coordenadora-geral da CAVE, Marilza Moreira, que atua na coordenação dos trabalhos desde 2002, as auditorias permitem demonstrar, na prática, a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. “Essas auditorias foram criadas justamente para comprovar que o voto que o eleitor coloca na urna é o mesmo que fica efetivamente registrado”, explica.

As urnas destinadas ao Teste de Integridade serão definidas por escolha ou sorteio na véspera da eleição. Quando uma seção for selecionada, a urna originalmente preparada para o local será recolhida e substituída por outro equipamento com a mesma carga, permitindo que a votação oficial ocorra normalmente. A urna escolhida será levada para o ambiente controlado onde ocorrerá a auditoria.

Entre os participantes do treinamento está Marcel Mello, servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). Ele conta que não conhecia o Teste de Integridade antes de ser convidado a integrar a equipe e destaca que a experiência ampliou seu conhecimento sobre os mecanismos de segurança da votação eletrônica.

“Eu não sabia que essa auditoria existia até ser chamado e fiquei extremamente feliz por poder participar. Hoje, quando surge alguma conversa questionando a urna eletrônica, posso dizer que faço parte da auditoria e sei que o trabalho é sério. Sinto-me honrado por contribuir”, afirma.

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