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Prefeito atribui paralisação do transporte coletivo à falta de repasses do Governo do AM

Renato Junior afirma que Estado deixou de cumprir repasses relacionados ao Passe Livre Estudantil e diz que recursos municipais ao sistema estão em dia

Foto: Divulgação/Semcom

O prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), atribuiu nesta terça-feira (21/7) a paralisação parcial do transporte coletivo da capital à falta de repasses do Governo do Amazonas ao sistema. Durante coletiva de imprensa, ele cobrou transparência sobre os recursos destinados ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e afirmou que o Estado deixou de cumprir compromissos financeiros relacionados ao Passe Livre Estudantil.

A greve dos rodoviários teve início na tarde de segunda-feira (20/7), após trabalhadores denunciarem atraso no pagamento dos salários. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, mesmo após decisões da Justiça do Trabalho impondo multa diária às empresas pelo descumprimento dos prazos, os pagamentos continuam sendo realizados com atraso.

Durante a coletiva, Renato Júnior informou que a Prefeitura de Manaus repassou R$ 284 milhões ao sistema de transporte coletivo entre janeiro e julho deste ano, por meio do subsídio municipal. Segundo ele, todos os repasses de responsabilidade do município estão em dia.

O prefeito afirmou que o Governo do Amazonas não cumpriu os compromissos assumidos para custear a gratuidade dos estudantes da rede estadual e lembrou que, em 2025, o Estado obteve uma decisão judicial que passou a permitir o pagamento apenas da meia-passagem estudantil, em vez da tarifa técnica — valor integral da passagem, atualmente estimado entre R$ 8,50 e R$ 9,30.

"Os empresários querem tirar este direito dos estudantes da rede estadual, mas eles residem e estudam em Manaus e, como prefeito, não vou permitir que isso aconteça", declarou.

Governo do AM

O Governo do Amazonas disse que já pagou, em 2025, o montante de R$ 31,1 milhões diretamente para o Sinetram.

Sobre os valores referentes a 2026, o Poder Executivo estadual informou que tentou realizar o pagamento em depósito judicial, mas os recursos não foram liberados “em razão da recusa do Sinetram em assinar petição conjunta com o Estado do Amazonas, necessária para solução do procedimento judicial e consequente liberação dos valores”.

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