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Prefeito de Manaus pede ajuda internacional diante do avanço da fumaça

Renato Júnior afirmou que a fumaça que atinge a cidade é causada principalmente por incêndios registrados em outros municípios e estados

Manaus chegou ao topo do ranking mundial de cidades com pior qualidade do ar neste sábado - Foto: Reprodução

O prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), pediu ajuda às autoridades estaduais, federais e internacionais para intensificar o combate às queimadas que provocam uma densa camada de fumaça na capital amazonense. Neste sábado (17), Manaus chegou ao topo do ranking mundial de cidades com pior qualidade do ar, segundo a plataforma IQAir.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito afirmou que a fumaça que atinge a cidade é causada principalmente por incêndios registrados em outros municípios e estados.

“Manaus não está em chamas. As chamas vêm de outros municípios e até de outros estados, enquanto a fumaça sufoca e prejudica o nosso povo. Faço um apelo a todas as autoridades estaduais, nacionais e até internacionais. Manaus precisa de socorro”, disse o prefeito no vídeo publicado.

Renato Júnior ações realizadas pela prefeitura, como o plantio de 40 mil árvores neste ano e a irrigação de praças e canteiros públicos. O prefeito informou ainda que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão disponíveis para atender moradores com sintomas relacionados à exposição à fumaça.

“Crianças, idosos e gestantes, por favor, bebam água, se protegem, se recolhem dentro das suas casas, não se exponham a essa fumaça”, alertou ele.

Qualidade do ar em nível crítico
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram concentrações de partículas finas entre 366,8 e 465,6 microgramas por metro cúbico em estações de monitoramento da capital neste sábado. O valor de referência diário da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 15 microgramas por metro cúbico para esse poluente.

A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, tosse, falta de ar e agravamento de doenças como asma e bronquite. A presença de partículas finas também representa riscos à saúde cardiovascular.

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