O treinador de jiu-jítsu Melquisideque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, foi banido da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) Melqui, que é investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), foi preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra uma adolescente.
Treinador de jiu-jitsu, "Melqui", como é conhecido no mundo esportivo, é investigado pela 2º Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo por estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo informático.
Na PC-AM, Melqui é servidor efetivo da instituição e estava lotado no setor de capacitação, onde ministrava treinamentos de defesa pessoal. Diante da gravidade das denúncias, ele foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.
Investigações
A prisão do treinador foi determinada pela Justiça de São Paulo. As denúncias que levaram à prisão de Melqui teriam sido feitas por uma ex-aluna, atualmente com 17 anos de idade, que revelou a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país.
Segundo as investigações, outras duas supostas vítimas, uma delas, inclusive, alega que os fatos teriam ocorrido quando tinha apenas 12 anos.

"São muitos crimes, são várias vítimas. Até agora eu tenho conhecimento de cinco. Envolve estupro de vulnerável, assédio sexual, enfim, as informações que eu tenho ainda são preliminares, mas já sei que ele está preso", disse a deputada estadual Alessandra Campelo, que colocou a disposição a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para novas vítimas.
De acordo com a polícia, Melqui havia viajado menos de 24 horas antes para o estado do Amazonas, onde também atua como investigador. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve a prisão cumprida.
Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao treinador em Jundiaí, no interior paulista.
NOTA DA PC
A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM) realizou, na noite de segunda-feira (27/04), em Manaus, o cumprimento do mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça do Estado de São Paulo, contra Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, no âmbito de investigação conduzida pela PC-SP.
O mesmo é servidor efetivo da PC-AM e estava lotado no setor de capacitação da instituição, atuando como instrutor de defesa pessoal. Diante da gravidade dos fatos, a PC-AM adotou o afastamento cautelar do servidor de suas funções, conforme previsão legal, até a conclusão das apurações, além de já ter iniciado apuração sobre a regularidade do vínculo funcional e eventuais incompatibilidades no exercício de atividades fora do estado.
A instituição também determinou o imediato encaminhamento do caso à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, para instauração de procedimento administrativo disciplinar para apuração rigorosa das circunstâncias.
A Polícia Civil do Amazonas reforça que não compactua com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de conduta, reiterando seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência.