Silves (AM) – O Projeto Agroflorestal apoiado pela Eneva alcançou mais um importante marco em sua trajetória de promoção da bioeconomia e do desenvolvimento sustentável na Amazônia. Em junho, produtores rurais de Silves iniciaram a segunda colheita de café robusta, consolidando uma alternativa de geração de renda alinhada à conservação da floresta.
Nesta safra, a previsão é de que sejam colhidas 14 toneladas de café, que vão seguir para beneficiamento e comercialização. O resultado reforça o potencial produtivo da iniciativa e amplia as perspectivas econômicas para as famílias participantes do projeto.
Os resultados observados já demonstraram a viabilidade da cultura na região. Na primeira colheita, realizada em 2025, a produção alcançou 160 sacas de café robusta, o equivalente a 9,6 toneladas de grãos, em uma área de 8 hectares.
Atualmente, o projeto beneficia 10 famílias em uma área total de 11 hectares, promovendo o cultivo de café robusta em com recuperação produtiva do solo e conservação dos recursos naturais. O modelo busca fortalecer a autonomia dos agricultores e criar alternativas econômicas sustentáveis compatíveis com a realidade amazônica.
Desenvolvida em parceria com a Associação Solidariedade Amazonas (ASA) e com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a iniciativa oferece assistência técnica especializada permanente, orientações sobre manejo agrícola e adubação, educação florestal e suporte para a preparação dos produtores para a comercialização dos produtos oriundos da floresta.
“Acreditamos que o desenvolvimento sustentável acontece quando as comunidades encontram oportunidades econômicas compatíveis com a realidade da Amazônia. Mais do que apoiar a produção, buscamos contribuir para que os agricultores tenham acesso ao mercado, ampliem suas oportunidades de negócio e construam uma fonte de renda duradoura para suas famílias”, afirma Elizabeth Teles, gerente de Responsabilidade Social da Eneva.
Além da geração de renda, o projeto promove ações que conciliam produção agrícola e conservação ambiental. A iniciativa incentiva o uso sustentável dos recursos naturais, fortalece a bioeconomia regional e estimula a participação de diferentes gerações nas atividades produtivas, contribuindo para a transmissão de conhecimentos e para a valorização do território.