O PSD confirmou, neste domingo (26), a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República durante convenção realizada no centro de São Paulo. "É uma eleição que, podemos tranquilamente dizer, que será a mais importante da história deste país", disse Caiado, completando que o momento é desafio, com a população não acreditando nas instituições. Ele falou não ter nada a esconder e "muito para mostrar".
Em discurso, Caiado disse que um eventual chefe do Executivo deve ter condições de "libertar o país do sequestro do PT e das facções", em referência às críticas que tem feito ao governo federal e à segurança pública.
O governador também criticou o ambiente de polarização política e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de provocar embates com os Estados Unidos para desviar o foco dos problemas internos do país.
Sem citar nomes, o candidato do PSD ainda afirmou que "do outro lado" também há agressões e ataques a autoridades que, na avaliação dele, servem para desviar a atenção de temas que deveriam ser esclarecidos à população.
O candidato à presidência também afirmou que pretende confiscar bens de condenados por violência contra a mulher e transferi-los às vítimas. Segundo ele, além do cumprimento da pena, o patrimônio do agressor seria destinado à mulher agredida como forma de reparação e de reforçar o caráter punitivo da medida.
O governador acrescentou que pretende adotar o mesmo rigor contra estupradores, pedófilos e corruptos. Segundo Caiado, esses crimes devem receber tratamento mais severo, como parte de uma política de endurecimento da segurança pública e do combate à criminalidade.