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Roberto Cidade propõe criação oficial do BOPE no Amazonas

Projeto enviado à Aleam cria o “Batalhão Guarani”, unidade especializada para operações de alta complexidade, gerenciamento de crises e combate ao crime organizado

A mensagem governamental nº 35/2026 foi enviada ao parlamento estadual na última quinta-feira (28) e já começou a tramitar na Casa Legislativa - Arte: marioadolfo.com/GPT

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) um projeto de lei que cria oficialmente o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Amazonas. A proposta também extingue oficialmente o atual Batalhão de Resposta Rápida, Intervenção e Apoio (RAIO), que será substituído pela nova estrutura denominada “Batalhão Guarani”.

A mensagem governamental nº 35/2026 foi enviada ao parlamento estadual na última quinta-feira (28) e já começou a tramitar na Casa Legislativa.

Segundo o governo, a medida tem como objetivo fortalecer a estrutura de operações especiais da Polícia Militar, garantindo respaldo jurídico, institucional e administrativo para uma unidade especializada em missões de alta complexidade.

Na justificativa encaminhada aos deputados, Roberto Cidade afirma que o BOPE terá características semelhantes às unidades de operações especiais existentes nas principais polícias militares do país, atuando em situações que exigem treinamento avançado e resposta especializada.

Entre as atribuições da nova unidade estão:

  • Operações de alto risco;
  • Gerenciamento e negociação de crises;
  • Ações táticas especiais;
  • Atuação de atiradores de precisão (snipers);
  • Operações integradas com outras forças de segurança;
  • Intervenções em cenários de elevada complexidade.

O governo argumenta ainda que a criação formal do BOPE permitirá maior integração do Amazonas com unidades semelhantes de outros estados, além da participação em cursos, treinamentos e programas de padronização da doutrina nacional de operações especiais.

Estrutura fortalecida

De acordo com o texto, a mudança não representa apenas uma alteração de nomenclatura.

A proposta eleva a unidade a um novo patamar hierárquico e organizacional dentro da Polícia Militar, ampliando sua capacidade de planejamento, coordenação e execução de operações especializadas.

O Executivo também destaca que a formalização atende às exigências legais previstas para criação e alteração de unidades da administração pública estadual.

O projeto informa que as despesas decorrentes da criação do BOPE serão custeadas com recursos já previstos no orçamento da Polícia Militar do Amazonas, sem necessidade de abertura de novas dotações específicas.

Caso seja aprovado pelos deputados estaduais e sancionado pelo governador, o BOPE passará a integrar oficialmente a estrutura organizacional da PMAM como principal unidade de operações especiais do estado.

O que muda na prática

Na prática, o Amazonas passa a contar oficialmente com um BOPE nos moldes das unidades já existentes em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, fortalecendo institucionalmente a tropa especializada responsável pelas missões de maior risco da corporação.

A proposta está em análise e votação na Assembleia Legislativa do Amazonas.

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