Um servidor do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em Manaus, é acusado de cobrar até R$ 300 de famílias de baixa renda para supostamente regularizar e facilitar o acesso ao programa Bolsa Família.
Segundo as denúncias, o servidor teria utilizado a função que exerce no Cras Alvorada para oferecer facilidades relacionadas ao Cadastro Único (CadÚnico) e ao Bolsa Família.
Uma gravação feita em julho deste ano e anexada à denúncia mostra uma conversa em que o servidor afirma trabalhar no Cras e negocia o valor de R$ 180 para auxiliar uma família com um filho. No diálogo, ele também menciona a participação de outro funcionário na atualização dos dados.
O caso teria chegado ao conhecimento das autoridades, que devem apurar as denúncias e verificar se houve cobrança indevida, abuso da função pública ou outras irregularidades. O caso segue em investigação.
A reportagem solicitou nota da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e aguarda posicionamento.
Entenda
O Cadastro Único é utilizado como porta de entrada para diversos programas sociais, incluindo o Bolsa Família. Em Manaus, os serviços de cadastramento e atualização podem ser realizados gratuitamente nos postos de atendimento da assistência social. A Prefeitura já reforçou que não é necessário pagar para realizar procedimentos relacionados ao benefício.
A orientação é que usuários não entreguem dinheiro a servidores ou intermediários para realizar cadastro, atualização de dados ou tentar garantir a concessão do benefício.