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Tarcísio diz que caso 'Dark Horse' está esclarecido mesmo sem explicações de Flávio Bolsonaro

Governador afirma que falas de presidenciável do PL foram suficientes e cita suspeitas contra filho e ex-chefe de gabinete de Lula

Foto: Reprodução

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já deu explicações sobre o financiamento, pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do filme "Dark Horse", baseado no atentado contra Jair Bolsonaro em 2018.

Quando veio a público o áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro e o chama de irmão, ele afirmou que faria uma prestação de contas do filme, o que nunca ocorreu.

"Acho que ele já deu explicações. Se nenhum fato novo aparecer, eu acho que está tudo esclarecido", disse Tarcísio, ao ser questionado sobre o tema.

Em maio, Flávio disse que havia pedido à produtora Go Up, responsável pelo filme, a apresentação de uma prestação de contas transparente e afirmou que estava "100% disposto" a tornar público o contrato do filme com Vorcaro. O contrato não foi divulgado.

"Acho que tem muita gente aí que precisa dar esclarecimentos. Você vê os escândalos de corrupção que estão assolando o governo federal, na antessala do presidente da República, envolvendo o seu [ex-]chefe de gabinete, o Marcola [ Marco Aurélio Santana Ribeiro], envolvendo aí o próprio filho do presidente", disse Tarcísio, ao complementar sua fala.Campanhas e eleições

As referências foram sobre suspeitas de pagamentos feitos pela lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), a Marcola, caso que é investigado pela Polícia Federal.

"Eu acho que eles devem dar muita explicação. Entendo que as explicações que o Flávio deu foram suficientes e, não aparecendo mais nada novo, é isso", concluiu.

Flávio pediu R$ 61 milhões a Vorcaro para a produção do filme. Apesar de a Go Up ter declarado gasto de cerca de R$ 75 milhões com "Dark Horse", em um laudo privado anexado a um inquérito policial que investiga suposto uso de verbas públicas na produção, o documento não detalhou os financiadores nem incluiu notas fiscais emitidas pelos fornecedores.

Na terça-feira (25), Tarcísio havia defendido a investigação que a Polícia Civil conduz na produtora Go Up, referente a suspeitas de que a empresa tenha recebido recursos desviados da Prefeitura de São Paulo e que deveriam ter custeado um serviço de wi-fi na periferia. A empresária Karina Gama, dona da produtora, é também responsável pela empresa que faria a rede de conexões de internet.Campanhas e eleições

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia determinado, na sexta-feira (21), que a polícia paulista compartilhasse as provas do caso com a Polícia Federal, que também investiga a produtora -por suspeita de desvios de emendas parlamentares.

Quando o caso "Dark Horse" veio à tona, Tarcísio disse inicialmente que Flávio deveria prestar todos os esclarecimentos -postura criticada por bolsonaristas.

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