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Trabalhadores da construção civil rejeitam reajuste e anunciam greve no Amazonas

A categoria rejeitou o reajuste salarial de 6% aos trabalhadores do setor, apresentada pelo Sinduscon-AM

Foto: Marcello Casal Jr

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial do Amazonas (Sintracomec-AM) anunciou greve a partir da próxima quarta-feira (15/7), que deve mobilizar mais de 40 mil trabalhadores.

A categoria rejeitou o reajuste salarial de 6% aos trabalhadores do setor, a apresentação pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM). A recomposição teria efeito retroativo a partir de 1º de junho de 2026 e foi definida em seis rodadas de negociação frustradas com o sindicato da categoria, realizadas entre 9 de junho e 7 de julho na sede da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRMTE/AM).

Segundo o Sinduscon-AM, o percentual é superior ao apurado pelo Índice de preços no consumidor (INPC) do período.

O presidente do Sintracomec-AM, Sassá da Construção Civil, afirmou que a categoria rejeitou a proposta patronal por considerar que ela apenas repõe a inflação, sem representar ganho real, além de ser parcelada. Segundo ele, um servente que ganhava dois salários mínimos há sete anos hoje recebe cerca de um salário mínimo, e um profissional que ganhava três salários mínimos agora não chega a um salário e meio.

Entre as reivindicações da categoria, estão o reajuste de R$ 300 na cesta básica, pagamento de horas extras aos sábados com adicional de 100%, auxílio para exames médicos e extensão da cesta básica a trabalhadores terceirizados.

Outro lado

Em nota, o Sinduscon-AM informou que as tratativas para a nova convenção coletiva de trabalho da categoria “foram frustradas exclusivamente pelos representantes dos trabalhadores”.

“O Sinduscon-AM, mesmo diante da frustração das negociações, concedeu reajuste salarial de 6% a partir de 1º de junho de 2026, percentual superior ao apurado pelo INPC do período – índice historicamente utilizado pelas partes para correção salarial – como demonstração inequívoca de boa-fé e compromisso com a valorização dos trabalhadores da categoria”, informou.

A entidade patronal destacou ainda que não está em comum acordo para a instauração de dissídio coletivo, processo instaurado na Justiça do Trabalho para solucionar impasses não resolvidos em negociações, já que “a recusa arbitrária em negociar partiu do Sindicato Laboral, tendo a parte patronal comparecido a todas as rodadas, apresentado propostas e concedido reajuste acima do índice de correção histórica”.


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