Ir para o conteúdo

Vazamento de estireno levou 648 pessoas a unidades de saúde em Manaus

Duas mortes estão sendo investigadas para verificar se têm relação com a exposição ao produto químico

Foto: Divulgação/Semsa

O vazamento de estireno registrado na última quarta-feira (15/7), no Distrito Industrial de Manaus, já levou 648 pessoas a procurar atendimento em unidades de saúde das redes pública e privada. Os dados, atualizados até as 15h desta segunda-feira (20/7), foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Segundo o levantamento, apenas um paciente permanece internado. Além disso, duas mortes estão sendo investigadas para verificar se têm relação com a exposição ao produto químico.

As vítimas são um homem de 60 anos, que morreu na quinta-feira (16/7), e um trabalhador do Distrito Industrial, de 66 anos, cujo óbito foi registrado na madrugada de domingo (19/7). A apuração é conduzida pelo Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs).

Maior procura ocorreu nos dois dias seguintes ao vazamento

Os dados mostram que a maior demanda por atendimento ocorreu logo após o incidente. No dia do vazamento, 91 pessoas procuraram atendimento médico com sintomas compatíveis com intoxicação.

Na quinta-feira (16/7), foram registrados 364 atendimentos, enquanto na sexta-feira (17/7) houve outros 163 casos. Nos três dias seguintes, a procura diminuiu significativamente, com 30 pessoas atendidas.

Trabalhadores foram os mais afetados

De acordo com a Semsa, cerca de 67% dos pacientes informaram que estavam no ambiente de trabalho quando tiveram contato com o estireno. Outros 19% relataram que estavam em casa no momento em que sentiram o odor do produto químico e passaram mal. Já 10% disseram que estavam em ambientes externos.

O tempo médio de exposição ao gás foi de aproximadamente três horas. A maioria dos atendidos tem entre 20 e 59 anos, embora também tenham sido registrados casos envolvendo crianças, adolescentes e até bebês com menos de um ano de idade.

Entre os principais sintomas, 78% dos pacientes apresentaram problemas respiratórios e cerca de 20% tiveram alterações na pele.

Atendimentos de urgência

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou a remoção de 13 pessoas que precisaram ser encaminhadas com urgência para unidades de saúde após a exposição ao estireno.

Apesar de o vazamento já ter sido controlado, a Secretaria Municipal de Saúde informou que mantém o monitoramento dos pacientes expostos ao produto químico. De acordo com a diretora de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, Zoonoses e de Saúde do Trabalhador, Marinélia Ferreira, os protocolos recomendam acompanhamento por um período de 48 a 72 horas, especialmente para pessoas que apresentaram sintomas, trabalhadores diretamente expostos, gestantes, crianças, idosos e pacientes com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

A Semsa também informou que emitiu orientações técnicas às unidades de saúde para padronizar o atendimento e o acompanhamento dos casos relacionados ao vazamento.

Publicidade BEMOL
Publicidade TCE
Publicidade ATEM
Publicidade Parintins
Publicidade UEA

Mais Recentes