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Vídeo: moradora pede socorro diante da fumaça das queimadas em Autazes

O município está entre os mais afetados pelas queimadas e registra níveis críticos de poluição

Foto: Reprodução

Moradores de Autazes, no interior do Amazonas, fazem um apelo urgente por ajuda diante do avanço das queimadas que atingem o município. Segundo relatos da população, o fogo se espalhou por diferentes áreas e as equipes de combate já não estariam conseguindo controlar as chamas. Em meio à situação, moradores relatam pessoas passando mal e cobram providências dos governos federal e estadual. As informações são do portal Toda Hora.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, uma moradora descreve o desespero da população e afirma que uma pessoa precisou ser retirada de motocicleta após desmaiar. Ela também relata dificuldades enfrentadas pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.

“Os bombeiros já não estão mais conseguindo dar conta, gente. Todo mundo está pedindo socorro. Agora saiu um daqui precisando de ajuda, foi carregado em cima da moto, ele estava desmaiado. Não tem ninguém para ajudar”, afirmou.

Durante a gravação, a mulher também questiona a atuação das autoridades e cobra mais apoio para combater o incêndio, principalmente diante da presença de crianças e idosos nas áreas afetadas.

“Cadê o prefeito, cadê a população para se movimentar para ajudar pelo menos? Cadê os aviões que mandaram para cá? Estão só passeando de lá para cá, enquanto tinha criança, idoso, tudo aqui precisando de ajuda e não tinha ninguém para ajudar”, disse.

Além do avanço das chamas, a população enfrenta a intensa fumaça provocada pelas queimadas. De acordo com dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), a concentração de material particulado fino (PM2.5) em Autazes chegou a 214,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice considerado péssimo.

As partículas finas presentes na fumaça podem penetrar profundamente nos pulmões e agravar problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a extensão das áreas atingidas, o número de pessoas afetadas ou as circunstâncias do desmaio relatado pela moradora.

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