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WIT vira primeira incubadora do Norte a alcançar certificação máxima em inovação

Incubadora da FPFtech torna-se a primeira do Norte certificada no nível 4 do modelo nacional de excelência em ambientes de inovação

WIT Incubadora Tecnológica FPFtech recebe certificação CERNE Nível 4 durante a 36ª Conferência Anprotec, em Manaus, e se torna a primeira incubadora da Região Norte a alcançar o nível máximo de maturidade em inovação - Foto: Ascom

WIT vira primeira incubadora do Norte a alcançar certificação máxima em inovação

A WIT Incubadora Tecnológica FPFtech entrou para um grupo restrito de ambientes de inovação do Brasil ao receber a certificação CERNE Nível 4, o mais alto grau de maturidade do modelo nacional que avalia incubadoras, parques tecnológicos e instituições de apoio a startups.

O reconhecimento foi entregue durante o encerramento da 36ª Conferência Anprotec, realizada em Manaus, e colocou a WIT como a primeira incubadora da Região Norte a atingir esse nível.

Na prática, a certificação indica que a incubadora possui processos consolidados para acompanhar startups desde a fase inicial até etapas mais avançadas de crescimento, incluindo preparação para internacionalização, acesso a mercado, investidores e parcerias estratégicas.

Para o Head de Inovação e Empreendedorismo da FPFtech, Alexandre Amorim, o resultado não foi uma adaptação feita apenas para obter o selo, mas a confirmação de um modelo que já orientava o trabalho da incubadora.

“A gente estruturou a WIT desde o início com base na metodologia do CERNE. Não montamos os processos para conquistar uma certificação; construímos uma incubadora preparada para desenvolver startups de forma consistente. A certificação apenas reconhece um modelo que já fazia parte do nosso dia a dia”, afirmou.

Segundo ele, estar em uma incubadora certificada no nível máximo fortalece a imagem das startups diante do mercado.

“Para uma startup, estar incubada em um ambiente certificado no nível máximo significa ser acompanhada por processos reconhecidos nacionalmente. Isso fortalece sua credibilidade diante de investidores, parceiros e do mercado, além de ampliar as oportunidades de crescimento”, destacou.

O processo de certificação durou mais de um mês e incluiu auditoria documental, análise de contratos, indicadores, processos internos e entrevistas com startups incubadas. A avaliação foi conduzida por especialistas ligados à Anprotec.

Atualmente, a WIT tem capacidade para atender até 30 startups ao mesmo tempo e já graduou cinco empresas. A área de Empreendedorismo Inovador da FPFtech também soma cerca de R$ 70 milhões captados para startups e mais de R$ 20 milhões em projetos voltados ao fortalecimento do ecossistema de inovação.

Além da incubadora, a FPFtech atua com o HAWK Centro de Inovação, voltado à conexão entre empresas, universidades, investidores e instituições de pesquisa, e com o Bio&Tech Hub, iniciativa ligada ao futuro parque tecnológico da instituição.

Manaus no centro do debate nacional

A certificação da WIT foi um dos destaques da 36ª Conferência Anprotec, que reuniu em Manaus representantes de ambientes de inovação do Brasil e do exterior.

Com apoio da FPFtech, UEA, Sebrae, Finep e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o evento recebeu cerca de mil participantes, representantes de todos os estados brasileiros e de mais de seis países. A programação incluiu palestras, workshops, plenárias, apresentações técnicas e rodadas de networking.

Para a presidente da Anprotec, Adriana Ferreira, a realização da conferência em Manaus reforçou o papel da Amazônia na agenda nacional de ciência, tecnologia e inovação.

“Manaus mostrou a força dos ambientes de inovação como operadores das agendas de CT&I no país. Incubadoras, parques e hubs não são coadjuvantes desse processo, são eles que transformam pesquisa em negócio e conectam o desenvolvimento regional às cadeias nacionais. Sair da Amazônia com esse protagonismo consolidado é o maior resultado desta edição”, afirmou.

Um dos painéis discutiu a relação entre Amazônia, bioeconomia e inovação sustentável. A analista de Negócios da WIT e especialista em bioeconomia e inovação, Olinda Canhoto, defendeu que o desenvolvimento da região precisa estar ligado ao fortalecimento dos ecossistemas locais.

“A bioeconomia na Amazônia precisa fortalecer seus ecossistemas. Mais do que crescer rapidamente, é necessário promover uma inovação gradual, consistente e conectada às necessidades da região”, disse.

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