A Zona Franca de Manaus virou um dos pontos de discussão no debate da PEC que prevê o fim da escala 6x1, durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) afirmou que empresas do Polo Industrial de Manaus temem aumento de custos com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Segundo ele, uma indústria com cerca de 3,5 mil funcionários teria até considerado investir no Paraguai diante da mudança.
Relator da proposta, o senador Omar Aziz (PSD-AM) contestou o argumento. Ele afirmou que as principais empresas da Zona Franca já trabalham no modelo 5x2 e que acordos coletivos garantem benefícios aos funcionários.
“A indústria da Zona Franca de Manaus é 5×2, e os acordos coletivos garantem a todos os trabalhadores do distrito plano de saúde para eles e para toda a família. É 5×2”, disse.
Para Aziz, a redução da jornada não deve comprometer a produção, que pode ser reorganizada pelas empresas com planejamento e uso de horas extras quando necessário.
“Só que tem uma coisa na indústria: faturamento x salário está muito aquém daquele faturamento ainda, amigo, e, aí, eu vou ficar desse lado daqui: de quem trabalha… Vou ficar do lado de quem trabalha”.
A PEC estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e proibição de redução salarial.