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Caprichoso é campeão do 59º Festival de Parintins com homenagem à Amazônia

A vitória foi confirmada na apuração realizada na tarde desta segunda-feira (29/06)

Neste ano, o Caprichoso levou para a arena o tema "Brinquedo que Canta seu Chão" - Foto: Divulgação/Secom.

O Boi Caprichoso conquistou o título do 59º Festival Folclórico de Parintins após três noites de apresentações no Bumbódromo. A vitória foi confirmada na apuração realizada na tarde desta segunda-feira (29/06), quando o boi azul alcançou 1.259 pontos, contra 1.258,3 pontos do Garantido.

"É um momento especial, dedico à família azul e branca. Muito trabalho, muita doação nessa vitória", disse o presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo.

Notas

1ª Noite
Caprichoso:
419,6 pontos
Garantido: 419,6 pontos

2ª Noite:
Caprichoso:
419,7 pontos
Garantido: 419,3 pontos

3ª Noite:
Caprichoso:
419,7 pontos
Garantido: 419,4 pontos

Espetáculo

Neste ano, o Caprichoso levou para a arena o tema "Brinquedo que Canta seu Chão", apresentando um espetáculo que valorizou a história de Parintins, a ancestralidade amazônica e a resistência dos povos tradicionais da região Norte.

A trajetória rumo ao título começou na primeira noite, com o subtema "O Brinquedo do Povo Canta: Parintins, o Chão de Origem". A apresentação destacou a cidade como espaço de memória, identidade e pertencimento, resgatando a contribuição de moradores, trabalhadores e brincantes que ajudaram a construir a história do bumbá.

Na segunda noite, o espetáculo "O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia, Chão da Vida" colocou a floresta no centro da narrativa. O boi azul chamou atenção para a riqueza da Amazônia e para os desafios enfrentados pelo bioma, como o desmatamento, a ocupação irregular de terras e os impactos das atividades econômicas sobre o meio ambiente.

O encerramento aconteceu no domingo (28/06), com o subtema "O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos". A apresentação reforçou a importância da luta e da resistência dos povos indígenas, negros, caboclos e comunidades tradicionais, ressaltando o papel dessas populações na formação da identidade cultural amazônica.

Ao longo das três noites, o Caprichoso apostou em alegorias de grande porte, coreografias, música e elementos cênicos para construir uma narrativa que uniu cultura, história e defesa da Amazônia, garantindo o desempenho que lhe rendeu o título do 59º Festival Folclórico de Parintins.

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