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Dito & Feito - A HORA DA VERDADE – tentáculos da operação Tempus Veritatis chegam até ao Amazonas

A Operação Tempus Veritatis, (hora da verdade, em tradução do latim) mira aliados militares ou políticos de Jair Bolsonaro (PL)

Charge de Mário Adolfo

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 8, a Operação Tempus Veritatis, (hora da verdade, em tradução do latim),  que mira aliados militares ou políticos de Jair Bolsonaro (PL).

O ex-presidente também é alvo da ação e teve seu passaporte confiscado pela PF durante mandado de busca e apreensão na sede do PL em Brasília.

A investigação ganhou nome em latim que quer dizer “o tempo – ou a hora – da verdade”, já que Bolsonaro e seus aliados espalhavam teorias falsas de que as eleições de 2022 teriam sido fraudadas e que o Exército poderia intervir para manter o ex-presidente no poder.

Os tentáculos da operação chegam a nove estados, inclusive ao Amazonas.

As medidas judiciais estão sendo cumpridas em nove estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás) e no Distrito Federal.

Golpistas do Amazonas

No Amazonas PF se limitou a publicar mas não deu nome aos bois. Apenas informou que foram cumpridos um mandado de busca de apreensão, um mandado de busca pessoal e uma intimação para medidas coercitivas no Estado.

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Também, foram apreendidos dois aparelhos celulares, duas pistolas, dois notebooks e 10 pen-drives. Mas de quem?

Ninguém sabe, já que também não houve presos.

Acabou a folga

Jair Bolsonaro  (PL) recebeu em Angra dos Reis a visita de agentes da Polícia Federal.

— Ih, acabou minha folga! – reagiu o imbroxável e inelegível quando deu de cara com os camisas pretas batendo à sua porta.

Colega preso, isso é ruim

—Vejo colega sendo preso, é muito ruim –, afirmou o ex-presidente em conversa com a coluna de Igor Gadelha (Metrópolis) por telefone, direto de sua casa de veraneio em Angra dos Reis (RJ), onde passa férias.

Sempre blefando

Como é de hábito, ele tentou desacreditar a operação respondendo que ainda tenta entender por que foi alvo da busca e apreensão, assim como o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

Prisão pode acontecer

Investigadores acreditam que novas provas obtidas na Operação Tempus Veritatis podem reforçar eventual decreto de prisão contra Bolsonaro, alvo da operação sobre plano golpista.

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A coisa pode evoluir nas próximas horas, mas o que se sabe até o momento é que ex-presidente já acatou ordem de entregar o passaporte.

Medo da cadeia

O ex-presidente Bolsonaro afirmou que não é medo o que sente em relação a ser preso.

— Hoje em dia não é medo. Hoje tudo pode acontecer com qualquer pessoa no Brasil. Em nome de salvar a democracia estão fazendo barbaridades.

Perguntar não ofende

E quando prenderam o Lula, sem provas e sem julgamento, Bolsonaro achou que foi uma “barbaridade”?

Não vai escapar ninguém

Mas, além de Bolsonaro, quem está sendo investigado? E quem já foi preso até o momento?

A operação gerou quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas de prisão.

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Essas medidas  incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

Quem já foi pro xilindró

Os quatro aliados do ex-presidente que foram presos são:

Filipe Martins –  Ex-assessor especial de Bolsonaro;

Marcelo Câmara –  Coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família do ex-presidente;

Rafael Martins –  Major das Forças Especiais do Exército;

Bernardo Romão Corrêa Netto –  Coronel do Exército.

General golpista...

E o general Augusto Heleno, hein?, que sempre posou de legalista, por baixo dos panos era um golpista.

Alvo da operação da PF, só agora muita coisa feita pelo general veio á tona.

...Em capa de legalista!

Durante reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL), em julho de 2022, Augusto Heleno, na época responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), defendeu que fosse realizada uma "virada de mesa" para garantir a reeleição.

Não vai ter VAR

A fala foi proferida antes da realização das eleições daquele ano. Na oportunidade, o general fez uma alusão ao VAR, sistema que auxilia o árbitro de futebol.

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— Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições –, disse o general, em referência ao assistente de vídeo.

Valdemar em cana!

Irritado: Valdemar Costa Neto não escapou da operação da PF e acabou preso

O presidente do Partido Liberal (PL) Valdemar Costa Neto é outro que vai dormir no xilindró.

Ele foi preso em flagrante na Polícia Federal na manhã desta quinta-feira por posse ilegal de arma de fogo.

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Valdemar estava sendo alvo de um mandado de busca e apreensão em uma ação que investiga a tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, quando foi flagrado com uma arma com registro irregular, documentação vencida e em nome do filho dele.

PL, a toca do golpe!

Valdemar é suspeito de participar da organização de um golpe de Estado.

A sede do PL é um dos locais apontados pela investigação como sendo endereço onde ocorreram reuniões para discutir o golpe.

ÚLTIMA HORA

Braga Neto chama de “cagão” comandante que se recusou aderir ao golpe

Foi revelada muita baixaria no  desenrolar da Operação Tempus Veritatis, até que general foi tratado de “cagão” por se recusar em aderir ao golpe.

Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o general Walter Braga Neto – ministro da Defesa durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e que concorreu como vice na chapa do ex-presidente de extrema direita –,  estava no centro das tratativas de golpe de Estado. Em conversas liberadas pela PF, o militar chegou a chamar de “cagão” um comandante que não quis abraçar a tentativa golpista.

— Oferece a cabeça dele. Cagão! –, declarou Braga Netto. As tratativas visavam impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencedor nas urnas em 2022.

Braga Netto conversava com o capitão da reserva Ailton Gonçalves Barros. Ele buscava apoio das Forças Armadas para dar um golpe de Estado.

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Além do comandante do Exército, o bolsonarista orientou ataques ao comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos Alberto de Almeida Baptista Júnior.

— Traidor da pátria (…) inferniza a vida dele e da família!–, disse Braga Netto.

Posteriormente, as investigações dão a entender que a Marinha teria embarcado no golpe e a Aeronáutica teria algumas restrições. O Exército, então, barrou.

ORGULHO

Cama de gelo: Urso dormindo no iceberg ganha concurso de fotografia

A  comovente foto de um urso polar dormindo em um iceberg ganhou o prêmio máximo em um concurso mundial de fotografias de vida selvagem. Tirada pelo fotógrafo britânico Nima Sarikhani, a imagem desbancou outras 50.000 inscrições no Prêmio Escolha Popular de Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano. Ao todo, 100 imagens foram premiadas e 25 delas ganharam uma exposição no Museu de História Natural em Londres. Intitulada “Ice Bed” (cama de gelo, em português), a foto foi a campeã após votação popular. Ao todo, foram mais de 70 mil votantes. Para conseguir a imagem, registrada no arquipélago de Svalbard – território norueguês – Nami demorou três dias até conseguir o clique perfeito.

VERGONHA

General Villas Bôas lançou projeto "golpista" de direita com o apoio do vice, general Mourão

Alvo de uma operação da PF por suspeita de apoio aos atos de 8 de janeiro, o general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes é diretor do instituto que elaborou um "projeto de nação" para o país até 2035, em parceria com o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército. Em maio de 2022, a cinco meses da eleição, o Sagres lançou um "projeto de nação" em parceria com os institutos Villas Bôas e Federalista. O documento foi apresentado em um evento em Brasília com apoio do general Hamilton Mourão (Republicanos-RS), à época vice-presidente e hoje senador O projeto não teve ligação formal com as Forças Armadas, mas foi criado e revisado por militares. A proposta prevê o fim da gratuidade na saúde e nas universidades, defende a exploração de terras indígenas e cita a necessidade de "limitar a ingerência do movimento globalista", entre outros pontos.

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