
A suspensão de produtos da Ypê, fabricados pela empresa Química Amparo, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) provocou uma reação de bolsonaristas, que se mobilizaram contra a decisão nas redes sociais. Vídeos de malucos bolsonaristas bebendo detergente Ypê viralizaram nas redes sociais. Parece fake, mas não é. Parece Inteligência Artificial, mas é fato. Pessoas estão se gravando bebendo detergente e tomando banho com os produtos que são feitos para a limpeza de louças e da casa.
Na última quinta-feira (7), a agência publicou a resolução proibindo a circulação de detergentes, lava roupas e desinfetantes do lote com numeração final 1 da marca, após detectar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, um microrganismo comum no ambiente, mas que pode causar infecções, inclusive graves, nos pulmões, na corrente sanguínea, no trato urinário em indivíduos imunossuprimidos, imunossuprimidos, como pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas que vivem com HIV e transplantados, assim como populações mais vulneráveis, caso de recém-nascidos e idosos.
Se utilizando da “teoria da conspiração”, como é do seu feitio, a extrema-direita bolsonarista argumenta que a decisão da Anvisa só poderia ser uma manobra “lulista” para prejudicar a marca que, em 2022, financiou as campanhas de Jair Bolsonaro.
R$ 1 milhão pra campanha
Os donos da Ypê doaram 1 milhão de reais para a campanha do imbroxável .
Logo, os apoiadores do ex-presidente – que já rezaram pra pneu, queimaram sandálias havaianas, andaram pendurados em para-choques de caminhão e colocaram celular na cabeça para se comunicar com extraterrestres –, veem a medida da Anvisa como uma espécie de retaliação.
Retaliação infundada
Isto pelo simples fato da Anvisa ser um órgão regulado pelo governo federal, vinculada ao Ministério da Saúde e o atual líder do país ser Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Logo uma “retaliação infundada”, como classificou Veja.
Assédio eleitoral
Em 2024, a Ypê também foi condenada por assédio eleitoral por ter coagido seus trabalhadores a votarem no candidato do PL.
Ypê desce redondo
Um homem publicou neste domingo (10) um vídeo em que aparece bebendo detergente da marca Ypê dentro de um carro enquanto faz um gesto obsceno direcionado a apoiadores do PT (Partido dos Trabalhadores).
Pode até matar
O óbvio precisa ser lembrado.
Ingerir detergente pode causar complicações sérias para a saúde, já que são produtos tóxicos, que podem causar intoxicações.
Na composição desses produtos existem substâncias como fosfato, silicatos, agentes removedores e manchas e modificadores de espuma, corantes, fragâncias artificiais e álcoois.
Devoradores de Ypê
A reação da extrema direita foi em cadeia.
O velho da Havan passou detergente no sovaco; Micheque Bolsonaro pegou sol com detergente; Jojo Todynho quase bebe; o ator Júlio Rocha, de Três Graças se agarrou com as embalagens dindo que o Ypê é “da família”.
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O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, publicou um vídeo fingindo lavando louça com detergente da marca e convocando seguidores a comprarem produtos Ypê.
Marcelo Ramos, segundão?

O PT do Amazonas quer o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados Marcelo Ramos como segundo nome na chapa do senador Eduardo Braga, líder do MD, que disputa a reeleição.
Só que ainda não combinaram com o MDB que resiste à ideia, temendo que Marcelo divida os votos da esquerda e favoreça o candidato da extrema-direita, Alberto Neto, capitão (ou major) bolsonarista que também é candidato ao Senado.
Pomba da paz
Agora sabe quem vai tentar resolver o quiproquó?
Ele mesmo, Luiz Inácio Lula da Silva. Não será tarefa a fácil, mas como Lula convenceu até mesmo Donald Trump, por que não convenceria o MDB?
Extrema-direita rachada

Mas tem um outro detalhe: O perrengue não está apenas pro lado dos candidatos de
centro-esquerda. Pro lado da extrema-direita a coisa também está pegando
Aberto Neto, que já derrubou até o coronel Menezes e assumiu o “título” de compadre de Bolsonaro, vai disputar os votos da extrema direita com outros dois bolsonaristas: Plínio Valério (PSDB) e o ex-governador Wilson Lima (União).
Fogo amigo
Quer dizer, pro lado dos bolsomínions também não haverá vida fácil.
Vai ter muito “fogo amigo” a pulverização de votos, o que deve enfraquecer o potencial dos três candidatos da direita
Ciro ladeira abaixo
Ciro Nogueira (PP-PIL) o todo poderoso ex-ministro de Jair Bolsonaro e cotado para vice de Flávio “rachadinha” Bolsonaro (PL), caiu em desgraça.
Nem mesmo mais os advogados querem mais assumir sua defesa no escândalo no escândalo caso Master.
Nesta segunda-feira (11) o escritório de advocacia Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados comunicou à imprensa que não representa mais o senador.
Kakai pula fora

Segundo o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, a saída foi em “comum acordo”.
É claro que, com um nome e uma história a zelar, Kakay não vai assumir um pepino dedes.
Como defender o indefensável
O senador, que também é presidente do Progressistas, foi alvo da PF (Polícia Federal) na última quinta-feira (7).
Na investigação, a PF identificou pagamentos mensais que variavam de R$ 300 mil até R$ 500 mil, coordenados pelo ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao senador.
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Os investigadores encontraram trocas de mensagens entre Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel, e o ex-banqueiro, em que eles falavam sobre os valores. Pagos para Ciro.
Epa! Agourando Bolsonaro?
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para desabafar sobre o cansaço da rotina de cuidados com o marido, Jair Bolsonaro (PL), na madrugada desta quarta-feira (6).
“Acabei de ajudar no banho do meu velho e, enquanto passava creme em suas costas para evitar escaras, pelo tempo da internação, um pensamento atravessou o meu coração...”.
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“Talvez eu não tenha, ao meu lado, um companheiro que um dia cuide de mim assim, que me dê banho, seque minhas pernas, me ajude a vestir o pijama, cuide do meu cabelo para que eu não me deite com ele molhado. Como a vida é… Os desígnios de Deus, tantas vezes, são diferentes dos nossos planos e desejos” – , acrescentou.
Perdeu Mané!

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da cabeleireira baiana Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como 'Débora do Batom', que entrou com pedido reduzir a pena com base na Lei da Dosimetria.
O STF suspendeu a aplicação até que o plenário do STF decida sobre sua constitucionalidade.
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Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando pichou a estátua da Justiça, em frente ao STF, com a frase 'Perdeu, mané”, usando batom.
Lula se reelege...
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu como favorito à reeleição de 2026 em uma análise feita pela BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, durante conferência fechada com investidores em Nova York, nos Estados Unidos.
No mesmo diagnóstico, o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tratado pelo bolsonarismo como herdeiro eleitoral de Jair Bolsonaro, nem sequer entrou no radar.
...garante BlackRock de Nova York
A informação foi revelada por Thais Bilenky, em sua coluna no UOL.
Segundo a jornalista, Aitor Jauregui, chefe da área de América Latina da BlackRock, afirmou no evento que Lula deve se reeleger, principalmente por causa dos indicadores da economia brasileira.
O peso da previsão
O peso da avaliação está no endereço e no emissor.
A fala ocorreu em Nova York, diante de investidores, e partiu de um executivo da BlackRock, gigante financeira que informou ter US$ 13,9 trilhões sob gestão em 31 de março de 2026, segundo balanço divulgado pela própria companhia.
ÚLTIMA HORA
MENINO PRODÍGIO – Advogado há apenas um ano, (registro OAB recente), filho do ministro do STF Kássio Nunes Marques já tem 500 clientes, atuou em mais de 1.000 processos e está ligado a uma consultoria que recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e JBS.

Kevin de Carvalho Marques, 25 anos, filho do ministro do STF Kássio Nunes Marques, que está assumindo a presidência do TSE, advoga há apenas um ano (registro OAB recente), mas já deu provas que é “muito precoce”. Neste curto espaço garante já ter atendido mais de 500 clientes e atuado em mais de 1.000 processos. Ele foi ligado a uma consultoria que recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e JBS.
Em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) acendeu o alerta sobre movimentações financeiras envolvendo o Banco Master, a gigante JBS e o advogado Kevin. Os documentos revelam que uma empresa de consultoria, com faturamento declarado de apenas R$ 25,5 mil, recebeu repasses que somam R$ 18 milhões em menos de um ano. As informações constam numa matéria do jornal O Estado de S. Paulo.
Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, transferiu R$ 6,6 milhões para a Consult. No mesmo período, a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, aportou outros R$ 11,3 milhões. O montante total recebido pela consultoria corresponde exatamente à soma dessas duas fontes, o que levou o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda a classificar as transações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa.
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Os repasses foram feitos diretamente para o escritório de Kevin, do qual ele é o único responsável. Chama a atenção a trajetória meteórica do jovem advogado. Em seu site profissional, que foi retirado do ar recentemente, ele se apresentava no ano passado como um profissional com apenas “um ano de experiência na OAB”, dedicado a entender as “complexidades do sistema tributário brasileiro”.
ORGULHO

A desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo encerrou, nesta terça-feira (12) um ciclo de sua vida, deixando a Corte de Justiça do Amazonas depois de mais de 40 anos dedicados ao tribunal de Justiça do Amazonas, primeiro como Juíza e depois como desembargadora. Ela deixa como legado uma história respeitada por seus pares e pela sociedade amazonense, construída com dedicação, exemplo de seriedade, retidão e solidariedade àqueles que realmente precisam de justiça. Graça Figueiredo entrou para a magistratura no final da década de 1970, ao ser aprovada no concurso para juízes. Antes de ser transferida para a capital, passou por várias comarcas do interior, entre elas Boca do Acre, Nova Olinda do Norte e Manacapuru. Em abril de 2014 foi eleita presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Aos 61 anos, ela foi a segunda mulher a ser eleita presidente da Corte. A primeira foi Marinildes Costeira de Mendonça, que dirigiu o tribunal no biênio 2002-2004.
Além de presidente do TJAM, do TRE-Am, a desembargadora assumiu o cargo de vice-presidente do TJAM, na segunda gestão do desembargador Flávio Pascacarelli na presidência. Como autora, ela também contribuiu com o acervo da justiça assinando vária obras, entre elas os livro “Senhora da Justiça” e as “Comarcas do Amazonas”, lançado em outubro de 2020, pela Escola Superior de Magistratura do Amazonas (ESMAM). A obra atualiza dados sobre a realidade, avanços tecnológicos e estrutura do Poder Judiciário nas comarcas do interior.
A desembargadora deixa a Corte de justiça com o sentimento do dever cumprido.
VERGONHA

O estado do Amazonas foi alvo de uma vergonha nacional ao virar manchete no jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, com o escândalo dos 70 policiais militares que facilitavam a fuga de presos no Núcleo Prisional da Polícia Militar, no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. Acusados de crimes como desvio de drogas, facilitação de fugas de detentos, milícia, extorsão eles seriam transferidos, nesta terça-feira (12) para Unidade Prisional da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário Anisio Jobim (Compaj), no quilômetros 8 da BR-174, exclusiva para agentes da segurança pública. Mas se amotinaram em protesto contra a transferência para o Compaj e o clima ficou tenso.
O presidente da Associação de Praças dos Policiais e Forças Militares do Amazonas, Gutemberg Silva, apoiou o motim. Para ele, policiais presos precisam de locais adequados para cumprir pena.
— Não se pode colocá-los no maior presídio do estado, junto a criminosos comuns. Isso não é apenas uma questão de segurança, mas também de convivência familiar —, então tá.
OUTRAS PALAVRAS

“ELE SUAS PALAVRAS, NÃO SUA VOZ. É A CHUVA QUE FAZ AS FLORES CRESCEREM, NÃO OS TROVÕES”, Jalaladim Maomé Rumi