Ir para o conteúdo

Dito & Feito - Eduardo Braga tem estratégia para tentar evitar duelo entre Omar Aziz e David Almeida

O senador desse que presenciou na sua sala uma conversa entre Omar e Davi Almeida, quando este era candidato a reeleição, no pleito municipal de 2023.

Charge de Mário Adolfo

Diante do possível duelo nas urnas entre o senador Omar Aziz (PSD) e o prefeito David Almeida (Avante), o senador Eduardo Braga, candidato à reeleição deverá ficar no meio do tiroteio. Mas a sua estratégia para evitar a troca de chumbo é a conciliação, mesmo garantindo que tem aminado nesta pré-campanha ao lado de Omar.

Diante desse questionamento, na entrevista que concedeu ao G-6, grupo composto por seis blogueiros dos portais Único, Marcus  Santos, Mário Adolfo, Amazonas Atual, blog do Hiel Levy e BNC Eduardo Braga respondeu que esta é a “a pergunta de um milhão” (de pessoas que quem saber a resposta).

—  Mas deixa eu dizer uma coisa para vocês. Primeiro, eu prego a União. Fui um dos fundadores do movimento Amazonas Forte de Novo, que pressupõe supõe uma união política para que nós possamos ter força política novamente no país, porque nós perdemos o protagonismo.

Voltando à pergunta, Eduardo disse que tem  caminhado com o Omar o estado inteiro. Mas em nenhum momento disse que fecharia as portas para o apoio do prefeito. Até porque, só em emendas parlamentares, o senador já enviou 1 bilhão e 600 milhões  de reais de recursos colocados  na Prefeitura de Manaus.

Prometeu e não cumpriu

Mas, sobre a recuada de David no apoio a Omar, Eduardo lembrou de uma fato ocorrido  há pouco mais de um ano. O senador desse que presenciou na sua sala uma conversa entre Omar e Davi Almeida, quando este era candidato a reeleição, no pleito municipal de  2023.

—  Quando Davi virou-se para o Omar e disse, “Omar, eu vou te apoiar para o governo se eu for reeleito”

*

Dito isso, o prefeito estendeu a  mão. O Omar apertou a  mão dele e disse: “Então, eu não questiono, você escolhe o teu vice”.

— Aí eu disse, eu que não sou candidato ao governo nem nada, não tenho nada a ver com isso, estou dentro.  E acabou ali a discussão. Ok?

Conversem e depois me chamem

Na  sequência, Braga revelou que teve uma conversa há pouco tempo com o Davi, quando deu um conselho ao prefeito:

— O que eu disse ao Davi? Eu disse, “Davi, se você quer disputar a eleição para o governo, a primeira coisa que você tem que fazer é ir conversar com o Omar. Vai, senta e conversa. Por quê? Porque eu acho que vocês dois têm que se entender.  E depois, vocês dois entendidos, vocês me chamam.

Ou vai, ou racha!

Braga explicou que a ideia, depois da possível conversa entre Omar e Aziz, é provocar uma segunda conversa entre eles três para “definir a vida”.

— E eu vou para uma reunião onde vai participar eu, você e o Omar e vamos definir a nossa vida. Agora, não dá é para a gente entrar numa guerra campal onde só o Amazonas perde, porque na hora que a gente se divide, nós perdemos força política! – admitu Braga.

‘BR-319 fica totalmente pronta até 2030’, diz senador Eduardo Braga
No campo político, ele disse que não tem mais pretensão de ser governador, pois “esse tempo já passou” e que Omar e David deveriam se entender para evitar uma guerra fratricida, “onde só quem perde é o Amazonas”

Estratégia da galinha

Na sua estratégia de colocar panos quentes no racha,  Eduardo apela para a boa e velha estratégia da galinha, lembrando que quando se quer pegar uma galinha “ninguém diz xô pra ele”.

*

— Você chama  pra perto de você e se abraça com ela. Então Eu defendo isso na política. Acho que tem espaço para todo mundo. O Amazonas é um estado que tem grandes perspectivas.

Meu tempo no governo passou

Mesmo tendo governado o Amazonas por duas vezes, Eduardo Braga revelou que não alimenta mais a pretensão de concorrer mais uma vez ao governo do Estado.

*

— Muita gente diz assim: “Eduardo, por que você não é candidato ao governo?” Olha, eu vou ser muito honesto aqui com vocês. Não é por falta de coragem. Não é por medo, não é por nada disso. É porque eu acho que o meu tempo em relação ao governo passou.

O povo não quis

O senador disse que, como governador, ele  poderia ter contribuído muito mais, no entanto “ o povo não quis”.

— Eu disputei contra o Melo, perdi e o Melo foi cassado; Eu disputei contra o Amazonino. Toda a correlação de força política se juntou em torno do Amazonino, que já estava no final da vida. O Amazonino assumiu o governo, não conseguiu arrumar a casa. A casa ficou desarrumada –, avalia o senador.

No tsunami da facada no Bolsonaro

Em seguida, Eduardo Braga comparou que Amazonino foi o único governador na história política do Amazonas a perder a reeleição “sentado na cadeira de governador para uma pessoa desconhecida, que nunca tinha sido nem vereador na cidade de Manaus”.

—  E aí surgiu o Wilson Lima na carona do tsunami da facada do Bolsonaro, porque a facada do Bolsonaro fez a diferença, está certo?

Sobreviveu por milagre

Braga admite que naquela eleição de 2018 ele sobreviveu “por milagre e por vontade de Deus e do povo”.

—  Eu fui um dos três mosqueteiros do MDB que voltaram ao S senado. Eu, o Renan (Calheiros)  e o Jader (Barbalho).  Então, eu tenho essa consciência e acho que o Amazonas precisa de muita força em Brasília para vencer os desafios que ele tem pela frente.

Pau comeu no TCE

Ari Moutinho detona o conselheiro Fabian, que se recusa a responder "impropérios"

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE),  Ari Moutinho soltou os cachorros para cima do colega Luis Fabian, ao cutucar sua gestão na Seduc e por que a educação do Amazonas, segundo ele, tem sido um fiasco.

Fabian foi secretário estadual de Educação no governo  Wilson Lima.

*

Por que tanto medo, conselheiro? Vamos investigar fundos que lá passaram, na Seduc? Vamos pegar contrato a contrato e saber por que a educação do Amazonas, com tanto recurso, está em último lugar na avaliação nacional – disparou Moutinho.

Não lhe respeito!

Diante de um sorrido sarcástico de Fabian, Moutinho voltou ao ataque, ainda mais virulento:

— Não sorria, V. Exª, é uma vergonha para o Estado do Amazonas!

*

Fabian soltou um “me respeite”, e Ari retrucou:

— Não lhe respeito, porque você não merece respeito.

V. Exª, quando abriu os contratos da Seduc, assinou todos e não prestou conta à população do Estado do Amazonas, que passa fome, que sofre por falta de educação. V. Exª não tem o meu respeito, nem meu, nem do povo do Amazonas.

Na defensiva

Fabian pediu a palavra à presidente, Yara Lins, para dizer que não Iria perder meu tempo respondendo a impropérios. Moutinho ficou mais irritado e colocou Fabian nas cordas , voltando a cobrar de forma mais incisiva:

—  Responda, Exª! Responda com fatos. Quais foram os contratos que V. Exª assinou da Seduc, responda!

Não foi pra isso que vim

Fabian respondeu que não caberia a ele responder, “até porque as autoridades constituídas estão aí para isso.

— O dia que eu cheguei neste tribunal e que presenciei a primeira confusão que houve aqui, eu disse claramente, que não foi para isso que eu vim para cá. Nós vivemos hoje em um país cuja democracia se mostra absolutamente forte.

Quebra de sigilo

Ari Moutinho desafiou Fabian a quebrar o  seu sigilo fiscal, telefônico e suas viagens.

— Eu quero que V. Exª justifique o seu patrimônio e eu começo quebrando o meu. Responda, Exª. Não responde? Por que, Exª? –, insistiu Moutinho.

Não busco plateia

O Conselheiro Fabian se limitou a dizer que existem autoridades constituídas para investigarem quaisquer que sejam as eventuais denúncias que houverem.

—  Eu não farei uso nem da minha veste, nem deste Conselho, para buscar plateia. E responderei à altura a tudo que for contra mim desvelado – disse ele.

Bunny cidadão do Brasil

A deputada Professora Luciene (PSOL‑SP) apresentou um projeto de resolução que propõe conceder cidadania honorária brasileira a Bad Bunny, astro porto‑riquenho Benito Antônio Martinez Ocasio, reconhecendo sua influência na música latina e seu papel como embaixador cultural global.

*

O projeto foi registrado na Mesa Diretora da Câmara nesta segunda-feira (9), um dia após a apresentação histórica de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl LX, que reuniu milhões de espectadores.

Bad Bunny: show icônico no Super Bowl 2026

Turnê chega ao Brasil

E por falar no “furacão” portoriquenho, que fez um show icônico no Super Bowl 2026, Bad Bunny confirmou sua primeira passagem pelo Brasil como parte da turnê mundial “Debí Tirar Más Fotos”.

*

Serão duas apresentações marcadas para os dias 20 e 21 de fevereiro de 2026 no Allianz Parque, em São Paulo.

ÚLTIMA HORA

E DÁ-LHE LULA! – Petista lidera contra Flávio Bolsonaro em todos os cenários de 1º turno

Enquanto a direita e o centro políticos vivem o dilema da fragmentação de candidaturas ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera em todos os cenários de primeiro turno contra os principais adversários de oposição ao governo federal. É o que indica uma pesquisa nacional publicada nesta segunda-feira, 9, pelo instituto Real Time Big Data.

No primeiro cenário do levantamento, Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 30%. O governador do Paraná,

Ratinho Júnior (PSD), surge em terceiro lugar com 10% do eleitorado nacional.

Na sequência, tecnicamente empatados na quarta posição, aparecem os nomes do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3%; do ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 2%; e do fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), com 1%. Votos brancos e nulos representam 7% do total, e outros 8% não souberam ou preferiram não responder à pesquisa.

*

Caso o candidato do PSD à presidência seja o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o gaúcho ficaria com 5% das intenções de voto — a situação configura empate técnico na terceira posição entre Leite, Zema, Rebelo e Santos. Nesta simulação, Lula oscila para 40% do eleitorado e Flávio Bolsonaro aparece com 32% do total.

O cenário muda pouco se o PSD optar pela candidatura de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, que pontuaria 6% nas urnas e empataria com Zema e Rebelo. Também neste caso, Lula surge com 40% e Flávio com 32% das intenções de voto.

ORGULHO

A maior audiência da história. O cantor porto-riquenho Bad Bunny assumiu o show do intervalo do Super Bowl, neste domingo, 8, e falou para 135 milhões de pessoas sobre a importância da união dos povos e de lutar contra o discurso de ódio. O cantor, que se consolidou no Grammy 2026, ao vencer com o melhor álbum de música urbana com “Debí Tirar Más Fotos”, proclamou o “God bless America” lembrando que América não é apenas Estados Unidos. E disse, um por um, os nomes dos países que fazem parte do continente: “Chile, Argentina…Venezuela, Brasil…”, enquanto dançarinas mostravam as bandeiras dos países. Nessa hora, um telão no estádio trazia a mensagem: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”.

VERGONHA

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), é alvo de dois pedidos de impeachment apresentados na Câmara Legislativa do DF na esteira das investigações do Banco Master.

Os dois documentos justificam que Ibaneis cometeu crimes de responsabilidade durante as negociações do BRB para tentar comprar a instituição.

O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master. A operação contou com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central.  O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB no valor de R$ 12,2 bilhões.

O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025. E  o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências.

Publicidade Águas de Manaus
Publicidade BEMOL
Publicidade TCE
Publicidade ATEM
Publicidade Parintins
Publicidade UEA

Mais Recentes