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Dito & Feito - ELES ATIRAM NO LULINHA, MAS O ALVO É LULA

A maior prova dessa perseguição ao presidente é um fato inédito na história da imprensa: Os três jornais mais importantes do país deram a mesma manchete e não tiveram sequer o cuidado de mudar o título

Charge de Mário Adolfo

Com a aproximação das eleições que decidirá o destino do país, no dia 4 de outubro, o foco agora é concentrará toda a artilharia contra Fábio Luís Lula da Silva, o filho do presidente Lula. O que causa perplexidade é que na ânsia de criar um fato político para melar a reeleição do presidente, “forças ocultas” perderam o senso do que é certou ou errado e fazem isso descaradamente sem ao menos disfarçar o real objetivo: ferrar o Lula.

O ministro do STF, André Mendonça, por exemplo,  em cujas mãos tramitam as denúncias contra Lulinha, já que é o relator, em dois dias, ampliou o cerco e autorizou dois inquéritos contra filho do presidente para apurar os crimes de tráfico de influência e corrupção.

Críticos apontam que o histórico do ministro (ex-advogado-geral da União e ex-ministro de Bolsonaro) “atrai debates e desconfianças” sobre a condução e o ritmo deste inquérito específico. Isto porque Mendonça também tem sob sua relatoria desdobramentos que envolvem o senador  Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente,  como apurações sobre repasses de empresários para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Já  PF tem apresentado relatórios sobre suposto tráfico de influência.

Dois pesos, duas medidas

Se o processo de Lulinha corre de forma acelerada, quando se trata de Flávio ate hoje não andou. Críticos argumentam que há um “descompasso burocrático na forma como o ministro trata as suspeitas envolvendo a família do ex-presidente Jair”.

E o repasse do Vorcaro, hein? 

Mendonça também tem sob sua relatoria desdobramentos que envolvem o filho 01, como apurações sobre repasses de empresários para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. 

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Mas apuração não anda parece até que está arquivada. Quando se trata de Flávio a coisa não anda. Mas, e se fosse o filho do Lula, hein?

 Tá dando a vista

 Críticos argumentam que há um “descompasso burocrático” na forma como o ministro André Mendonça trata as suspeitas envolvendo a família do ex-presidente.

 Indicado por Bolsonaro

 Por ter sido indicado por Bolsonaro, há sobre Mendonça uma resistência e uma certa desconfiança por parte de outros ministros, como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino –que acham que o magistrado poderia atuar de maneira menos crítica em relação a políticos oposicionistas.

Três jornais, uma mesma manchete

Folha, Globo e Estadão: mesma manchete, com o mesmo título. Coicidência? 

Na semana passada, um fato curioso deixou parte da imprensa – e de leitores mais atentos –, estarrecida. Na mesma manhã, os três jornais mais importantes do país. Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de São Paulo estamparam em manchete a mesma a mesma notícia. Com detalhe: não tiveram sequer o cuidado de mudar o título.

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“MENDONÇA AUTORIZA PF  A INVESTGAR LULINHA POR TRÁFICO DE INFLUÊNCIA”, dizia o titulo.

Tem angu nesse caroço

Às véspera da eleição, com Lula liderando todas as pesquisa, isso cheira a matéria  “encomendada”, mas seria impossível provar isso agora. Mas uma coisa é certa: em outros tempos, os jornais tinha ao menos o discernimento de mudar o título.

Três jornais, uma manchete

Como escreveu o articulista Júlio Benchimol Pinto, o assunto da manchete “só é relevante porque “envolve o filho do presidente, a Polícia Federal e o STF.

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“O extraordinário vem depois. Os três escolheram praticamente as mesmas palavras, na mesma ordem. Coincidência? Talvez. Conspiração? Não há qualquer prova disso, mas também não é algo que deva ser tratado como banal”, escreveu Benchimol.

“Organizando” os fatos 

Benchimol vai mais além ao lembrar que a  notícia é verdadeira, o fato é relevante, mas a forma de contar também produz poder. Afinal, quem aparece como protagonista? Mendonça. Quem recebe a ação? A PF. Quem vira o centro da suspeita? “Lulinha” –, não Fábio Luís Lula da Silva.

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— O apelido aproxima imediatamente o investigado do pai e ativa décadas de memória política na cabeça do leitor. É assim que funciona o discurso: ele não inventa necessariamente os fatos, mas os organiza; depois faz parecer que aquela era a única maneira possível de organizá-la –, analisa o jornalista;

Fábrica de consensos

Numa verdadeira aula de jornalismo, Júlio Benchimol observa queo  mais interessante nessa fotografia não é que três jornais disseram a mesma coisa, “mas que conseguiram fazer milhões de leitores acreditarem que não havia outra forma de dizer a mesma coisa”.

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— Esse é o poder mais sofisticado da imprensa: não o de fabricar notícias, mas o de fabricar consensos –, afirma.

Pau no Lulinha

Na manhã desta terça-feira (4), Alberto Sardenberg, âncora  do CBN Brasil, da rádio CBN,  chegou a forçar a barra para que todos os comentaristas descessem o cacete nas denúncias contra Lulinha, com direito a respingar no presidente Lula.

Nada do Flávio, Sardenberg?

Bem diferente do tratamento dado às denúncias contra Flávio Bolsonaro –

Flávio Bolsonaro negociou US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

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 Do total negociado, o banqueiro transferiu pelo menos R$ 61 milhões para o projeto. Que já foram abocanhados pelos Bolsonaro.

Até tu Merval?  

Merval: O imortal detona Lulinha e silencia sobre as falcatruas de Flávio Bolsonaro 

O comentarista Merval Pereira, também da CBN, chegou a dizer que Lulinha pode até se ficar provado alguma coisa errada.

Mas não tem como salvar a candidatura de Lula, que a poucos dias da eleição será o grande prejudicado.

—Um presidente não pode ter um filho desonesto! – bradou Merval.

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Merval Pereira, que é membro da Academia Brasileira de Letras, tem obrigação de ter uma postura mais ética, imparcial e republicana. Mas não, ele prefere fazer o jogo de que o inimigo a ser derrotado é Lula.  

Perguntar não ofende

Ué, Merval, o Bolsonaro tem quatro: 01,02,03,04 fazendo atolado até a medula em coisas erradas e esquemas de corrupção e vocês não falam nada, não é mesmo?  

Passando o pano

Merval chegou a citar o filho de Getúlio Vargas, Lutero Vargas, que esteve no  centro de uma série de desgastes políticos durante o segundo mandato de seu pai (1951–1954), agravando a crise que culminou no suicídio do presidente.

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Mas não citou Flávio, Bolsonaro, que desde o mandato do pai se envolveu (e se envolve até hoje) em esquemas pesados de corrupção e muito menos o nome Eduardo Bolsonaro, que desde o ano passado conspira contra o Brasil nos Estados Unidos.

Estranho, não é?

Não dá pra entender

Jair Bolsonaro: quatro anos atacando a imprensa e agredindo jornalistas

O que não dá para entender é por que essa ânsia fixação em poupar o clã Bolsonaro.

Principalmente Folha e Globo. Não foi uma e nem duas, mas várias repórteres da Folha agredidas pelo ex-presidente. Uma delas foi atacada de forma misógina Jair de que “ia dar o furo”.

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Quanto á Globo, Bolsonaro se referia à emissora, da forma mais desrespeitosa,  como “Globolixo”. Então, não gostar de Lula é uma coisa. Pagar pau pra Bolsonaro e seus monstrengos é outra.

ÚLTIMA HORA 

BLINDADO PELA IMPRENSA – Flávio Bolsonaro já se envolveu em cinco esquemas pesados de corrupção, mas parece que a mídia esqueceu

Todo mundo está pedindo a cabeça do Lulinha, mas quando o escândalo envolve Flávio Bolsonaro ninguém cobra, ninguém abre manchete, ninguém critica, ninguém investiga e sequer o carinha é denunciado ou convidado para depor.  Com isso, e o filho 01 de Jair segue batendo no peito e dizendo “não existe nada contra mim”.

Então, já que aqueles que estão massacrando o Lulinha esqueceram das falcatruas do 01, vamos avivar a memória e conferir se não tem mesmo nada cotra ele: Flávio Bolsonaro já foi alvo de pelo menos cinco grandes investigações e escândalos de repercussão nacional ao longo de sua carreira política. As principais denúncias incluem:

Esquema das "Rachadinhas": O escândalo mais famoso, onde foi acusado de liderar uma organização criminosa que desviava salários de assessores na época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro (Alerj), tendo Fabrício Queiroz como operador.

Lavagem de Dinheiro: Suspeita de ocultação de bens e de lucros milionários utilizando transações imobiliárias irregulares e uma franquia de chocolates.

 Mansão em Brasília: Compra de um imóvel luxuoso no Lago Sul avaliado em R$ 6 milhões (em 2021), valor considerado incompatível com sua renda declarada na época.

Escândalo do Banco Master: Envolvimento em negociações milionárias suspeitas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro ("Dark Horse"), envolvendo cifras que ultrapassam os R$ 130 milhões.

Relações com Milicianos: Investigações sobre seus vínculos com a família do ex-capitão Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de uma milícia e do "escritório do crime", o qual chegou a ter parentes nomeados em seu antigo gabinete.

ORGULHO

Fabi Diniz: primeira mulher trans no Ministério Público no país

O sistema judiciário brasileiro registrou um marco histórico de inclusão e representatividade institucional na última sexta-feira (31). O Ministério Público do Estado do Amazonas oficializou a nomeação de Fabi Diniz de Queiroz Pilate para o cargo de promotora de Justiça substituta. Formada na rede pública, a jurista torna-se a primeira mulher trans a integrar os quadros do Ministério Público no país, assumindo o compromisso de atuar na garantia dos direitos fundamentais e na consolidação da ordem democrática no interior amazonense.

VERGONHA

Antes, motoristas de aplicativos tentavam empurra goela abaixo dos passageiros propaganda de seus candidatos. Alguns fazia isso por dinheiro e não por escolha política ou ideologia. Agora isso acabou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que carros de transporte por aplicativo não podem ser usados para propaganda eleitoral por meio de adesivos. De acordo com o entendimento da Corte, esses automóveis são de acesso do público. A decisão foi publicada no sábado (1°/8), por meio de um acórdão, ou seja, de um julgamento colegiado realizado pelo plenário do Tribunal.

OUTRAS PALAVRAS

"SÓ UMA MENTE MAQUIAVÉLICA COMO A DE MAQUIAVEL PARA DEFENDER A TESE DE QUE "OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS", Nyll Mergello
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