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Dito & Feito: MACHISMO ELEITORAL

Partidos optam por homens para disputar eleições majoritárias. Mulheres são brigadas a se contentar com o Senado. Até o momento, o Amazonas é uma rara exceção

Charge de Mário Adolfo

Há mais eleitoras do que eleitores no país: em 2024, elas representavam 52,47% do total, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao definir quem deve se candidatar para os cargos majoritários, no entanto, os partidos optam por homens em sua vasta maioria. Apenas 11 estados devem ter mulheres concorrendo ao governo, se consideradas as pré-candidaturas anunciadas até o momento.

Com poucas mulheres como cabeças de chapa, os partidos apostam mais nelas como vice ou ao Senado, em um ano em que duas vagas por unidade da federação na Casa estão em jogo. Logo, na maioria dos casos, mulheres só devem ser representadas no pleito ao Senado; em alguns estados, nem isso.

Até agora, segundo reportagem do jornal O Globo, não há garantia de que haverá sequer uma candidata competitiva ao Palácio do Planalto, e, nos estados, o número de mulheres na corrida pelos governos  segue restrito.

O quadro é ligeiramente mais equilibrado nas disputas ao Senado, mas ainda distante de uma representação proporcional ao eleitorado.

Mulher, só no discurso

Lideranças políticas de diferentes campos ideológicos têm destacado pautas ligadas às mulheres — como combate ao feminicídio e políticas de proteção social — e acenado com propostas voltadas a esse público.

Ainda assim, na hora de definir candidaturas, os partidos seguem priorizando nomes masculinos.

 Amazonas é exceção 

 O Amazonas é um dos raros estados onde uma mulher vai disputar o governo – a

 bolsonarista Maria do Carmo Seffair Lins (PL). Com um detalhe, ela mão permite que nenhum macho empurra um vice goela abaixo. 

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E já avisou isso ao presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento e ao presidente nacional, Valdemar Costa Neto.

O que é que a Bahia não tem?

Na Bahia, por exemplo, são ao menos cinco cotados para disputar o governo, todos homens. E nenhuma pré-candidata ao Senado.

Aliás, a Bahia tem uma coisas que eu vou te contar: os últimos 20 anos, a Alba (Assembleia Legislativa do Estado da Bahia) não teve nenhuma cadeira ocupada por uma mulher preta.

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Entre 1998 e 2014, foram 23 mulheres eleitas deputadas no Estado: 14 brancas e cinco pardas.

Machismo eleitoral

Mayra Goulart, professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio (UFRJ), destaca que, sem obrigação legal, os partidos não investem em candidaturas femininas para a Presidência, o governo e o Senado.

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Há ainda fatores sociais e a própria estrutura dos partidos, quase sempre comandados por homens.

— Se as decisões estratégicas seguem sob o controle de elites partidárias masculinas, esse compadrio, que bloqueia a representação das mulheres, também continuará — diz.

No Amapá nenhuma mulher 

Em 2022, foram quatro senadoras eleitas no país, entre 27 na disputa. No pleito anterior, quando a oferta de vagas era o dobro, foram somente sete eleitas.

 O Amapá tem o marco de ser o único estado que jamais elegeu uma mulher para o Senado.

Omar detona Fiesp

O senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou nesta 3ª feira (9.jun.2026) a nota divulgada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outras entidades em apoio à chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Trabalho Flexível. A oposição manifestou apoio ao documento.

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— A Fiesp devia era se posicionar contra os inimigos da pátria que vão aos EUA, mas não faz isso e fica calada –, afirmou, em referência à visita de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em maio.

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Palpite infeliz, general!

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que, com a PEC alternativa, o Senado poderá fazer do “limão da Câmara uma limonada”. Também classificou como “ruim” a proposta aprovada pelos deputados.

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— A turma que está achando que agora vai ter 2 dias para descansar e vai ser uma maravilha, não vai. Por exemplo, o garçom que trabalha num restaurante ganha na gorjeta. Se não trabalha, não ganha. É assim que funciona –, declarou o gneral.

Amarelinha é a segundona

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Gana tem a camisa mais bonita da copa. Brasil tem a 2ª 

Se não ganharmos a Copa do Mundo ao menos já ganhamos a de melhor camisa.

Dos 48 uniformes oficiais que estarão na Copa do Mundo 2026, o do Brasil foi eleito o segundo mais bonito da competição pelo site americano “The Athletic”.

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Perdendo apenas para a camisa da seleção de Gana, a camisa do modelo brasileiro é “simplesmente fantástica” na avaliação do site, que também afirmou ser quase impossível estragar o uniforme da Seleção Brasileira. 

Veja o ranking
1. Gana

2. Brasil
3.Inglaterra
4. Alemanha
5. Marrocos
6. Arábia Saudita
7. Espanha
8. Austrália
9. Bélgica
10. Cabo Verde

Croácia eliminada 

Por outro lado, a pior de todas ficou com a Croácia que, segundo a avaliação, parece que “alguém tentou editar a imagem no celular, chegou na metade da pintura e desistiu” ao mexer no design consagrado do icônico padrão quadriculado do time.’

Marreco de duas caras

No mesmo palanque no Paraná, Sergio Moro e Flávio Bolsonaro se uniram para as eleições deste ano. Mas nem sempre estiveram alinhados, como mostra o livro “Contra o Sistema da Corrupção”, publicado pelo ex-juiz da Lava Jato no final de 2021.

No livreco, Moro critica uma decisão liminar de Dias Toffoli que suspendeu investigações instauradas com base em relatórios de operações financeiras recebidos do Coaf sem que houvesse aval judicial para quebra de sigilo bancário.

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Entre os casos afetados, estava o inquérito que apurava suposta “rachadinha” no gabinete de Flávio na Alerj. Diante de mais essa, dá pra confiar no marreco?

ÚLTIMA HORA

EM QUEDA LIVRE – Candidatura de Flávio derrete, mas PL e Centrão tentam esconder os estragos do caso Vorcaro

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A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente está derretendo, mas a cúpula do PL e lideranças do Centrão minimizaram publicamente a queda do filho do Jair. Na mais recente pesquisa Datafolha,  o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou de 38% para 40% das intenções de voto no cenário de primeiro turno, enquanto Flávio recuou de 35% para 31%. Com isso, a diferença entre os dois candidatos saltou de 3 para 9 pontos percentuais em apenas uma semana. 

Embora digam que não, os caciques da direita estão apavorados e já admitem preocupação com possíveis novos desdobramentos do caso “Dark Horse”, que já provoca desgaste político e aumenta dúvidas sobre a competitividade do parlamentar na disputa presidencial de 2026.

De acordo com o jornal O Globo,  a ala mais pragmática do PL, ligada ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, avalia que a “queda nas pesquisas ainda é recuperável”. Integrantes do partido afirmam que, até o momento, o que veio a público não justifica substituir Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.

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Mesmo assim, dirigentes admitem preocupação com o surgimento de novas provas ou conteúdos envolvendo o senador. Entre aliados, existe receio de que imagens, vídeos ou outros elementos comprometedores possam inviabilizar politicamente a candidatura. O PL não descarta que, no ,último caso, possa substituir Flávio por Michelle Bolsonaro. Mas a  ex-primeira-dama também seria derrotada por Lula; Nesse cenário, o presidente aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Michelle registra 43%.

ORGULHO 


Está aberta a campanha “Dê block no Tigrinho”, um jogo digital que já tirou milhões de reais do bolso de brasileiros que apostam em jogos de azar, se afundam em dívidas e chegam a tirar a própria vida.  tanta gente prejudicada que aqui no país já existem 11 milhões de pessoas com sinais de vício em jogos, diz a campanha encabeçada por vários artistas de renome, entre eles Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan, Camila Pitanga, Caetano Veloso, Marieta Severo, Mateus Solano, Sandra de Sá, Anitta, e Emicida.  movimento liderado pelo @342Artes e liderado por @paulalavigne , mulher de Caetano, pretende aumentar a pressão sobre influenciadores digitais, celebridades e criadores de conteúdo que promovem plataformas de apostas para seus seguidores

 VERGONHA

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Tarcísio, Flávio e Nunes: politicagem usando o nome de Jesus 

Mais uma vez políticos de direita usaram o nome de Jesus pra fazer propaganda política. O presidente da Marcha para Jesus no Brasil, Apóstolo Estevam Hernandes, por exemplo, admitiu que o maior evento evangélico do país funciona, na prática, como plataforma política para os Bolsonaro.

Ele chegou a declarar que sua “tendência natural é apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em função do quadro polarizado que temos hoje”. Hernandes desmontou o discurso de que a Marcha seria um espaço exclusivamente religioso. Para o líder da marcha, é “natural” antecipar apoio a um candidato durante um ato religioso, a meses da eleição.

A legislação eleitoral brasileira impõe limites claros ao uso de espaços de uso comum para propaganda política. Igrejas, templos e eventos religiosos não podem ser transformados em instrumentos de campanha eleitoral. A própria Justiça Eleitoral reconhece a figura do abuso de poder religioso quando a influência de lideranças de fé é utilizada para favorecer candidaturas.

OUTRAS PALAVRAS

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“APRECIO QUEM DIZ: “VAI DAR TUDO CERTO”!..
MAS AMO QUEM DIZ:
 “TÔ AQUI, MESMO QUE TUDO DÊ ERRADO!”, Anônimo
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