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Dito & Feito: MARKETEIRO FANTASMA – Fenômenos 'Velcro' e 'Teflon' marcam campanha para a Prefeitura de Manaus

No meio político, o ‘efeito Teflon’ sugere que nenhuma repercussão negativa seria capaz de aderir ao candidato. Já o 'efeito velcro' é tudo que “cola nele e dificilmente consegue se livrar”

David Almeida e Amom Mandel - Charge de Mário Adolfo

No cenário que a gente está vendo há 18 meses, pós-eleição de 2022, tanto Amom Mandel que saiu com uma votação extraordinária – proporcionalmente o mais votado do Brasil – , se manter até hoje estabilizado como desempenho parecido com o que teve em Manaus na última eleição.  Independente da competência, da qualidade de sua candidatura, do que falou e do que se propôs.

A avaliação é de Ernesto Philemon, o marketeiro fantasma que vem fazendo uma série de análises opara coluna D&F, do portal márioadolfo.com. Existe um acordo entre o portal e o marketeiro para que sua identidade seja mantida em sigilo.

— Entretanto, a candidatura de Amom, hoje, vem sendo a mais tem sido bombardeada. Isso por uma lógica até natural. É ele que alimenta os adversários com algumas atitudes e comportamentos e, claro, recebe o troco -, analisa Philemon.

Efeitos Teflon e Velcro

O marketeiro fantasma identifica que, com o avançar da corrida eleitoral, principalmente nesses últimos  três meses, o pré-candidato do Cidadania vem conseguindo sobreviver dentro de uma característica “que a gente não tinha tanta certeza, não tinha como afirmar"

— São os chamados efeitos Teflon e Velcro! -, surpreende Philemon.

Mas o que é isso?

O fenômeno, batizado de ‘efeito Teflon’ no meio político, sugere que nenhum fato de repercussão negativa seria capaz de aderir ao candidato, tamanho prestígio que ele mantém junto ao eleitorado.

Fenômeno Velcro

Já o fenômeno Velcro é associado a um tipo de material sintético em tiras, cobertas de pelos cerrados e que, colocadas uma sobre a outra, aderem firmemente, servindo como substituto de colchetes, zíperes ou botões.

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Isto é, tudo aquilo que é levantado sobre um candidato que “cola nele e dificilmente consegue se livrar”, definem os marketeiros.

Braga é Velcro

Para ilustrar o que diz, Philemon diz cita que o velcro é o efeito característico do senador Eduardo Braga. Colou na testa  dele que ele tem atributos negativos A, B e C, D, isso cola e não sai mais.

Amom é Teflon

— Já o Amom está num estágio que são poucos os políticos que têm isso. É o efeito teflon. Ou sejam você tenta colocar alguma coisa na testa dele, algum atributo negativo e parece que não cola, escorrega e ele consegue sobreviver a todas essas intempéries políticas.

Pode criticar, mas não cola

Não importa a imaturidade do pré-candidato a prefeito.

Amom sobrevive a tudo. Não importa dizer que seu discurso é vazio; que ele não traz recursos para Manaus; que sua está recheada de infantilidades.

— Não adianta, meu chapa, nada gruda nele! –, deduz Philemon.

Nem com a blitz da PM

O marketeiro cita como exemplo o rumoroso caso da blitz da PM que envolveu o deputado federal, na Zona Leste.

— Se analisarmos  a sequência de fatos, ele não foi atingido por nada. Pode ter  oscilado, mas muito pouco pra baixo.

Impacto zero

Na verdade, continua Philemon,  Mandel não oscilou como teria ocorrido em outros cenários ou em outros nomes,  que “com certeza sofreriam um impacto muito maior”.

Candidato resiliente

O marketeiro se arrisca a dizer que Amom tem um índice  de consolidação de votos “muito boa”.

— E isso vai levá-lo até o horário eleitoral, possivelmente numa segunda votação. Eu diria que ele  é um candidato resiliente, um candidato difícil!

É dada a largada

Em sua análise exclusiva para a coluna de portal marioadolfo.com, o marketeiro fantasma observa que a eleição para prefeito tem que ser olhada por outro prisma.

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—A gente sempre tem que considerar que a eleição é dividida em três grupos. Com duas filas de largada, tipo Fórmula 1. A primeira com dois carros velozes disputando a corrida: primeiro o do prefeito  David Almeida (Avante) candidato à reeleição que larga na vantagem devido à máquina administrativa que tem nas mãos e, em segundo, o carro do deputado federal Amom.

Triplo empate técnico

Depois tem vêm os três pilotos que se assemelham em seus desempenhos.

Alberto Neto (PL), Roberto Cidade (UB), com 4 pontos apenas de diferença; e  Marcelo Ramos (PT).

— Esses três estão  quase emparelhados como se fosse um “ triplo empate técnico”, aponta Philemon.

Marcelo Ramos

Ao analisar a disposição de Marcelo Ramos de largar na segunda fila, Philemon lembra que hoje o petista está na 5ª posição, apenas começando o projeto.

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— Foi a última candidatura que entrou, ainda precisando superar alguns aspectos internos, como a questão do Eron (Bezerra), do PCdoB,  que insiste em ser candidato; sanar as divergências internas do PT do Amazonas  e o desafio de  trazer o Psol para o leque de partidos.

Os desafios de maio

Por tudo isso, afirma Philemon, durante todo o mês de maio, Marcelo Ramos vai estar focado em tratar a questão partidária porque isso vai influenciar lá na frente.

— Com um maior número vereadores apoiando o petista terá mais  quantidade de recurso, maior tempo de radio e televisão, etc.

Lula é a bala de prata

Para o marketeiro, Marcelo Ramos é uma candidatura que vai ficar esperando o seu salvador, que é a vinda do presidente Lula a Manaus, o que deve acontecer provavelmente em junho,   para o lançamento da obra da BR-319.

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— A vinda do Lula será a bala de prata de Marcelo, como Bolsonaro seria a bala de prata de Alberto Neto.

Bala de cobre

A vinda de Bolsonaro a Manaus não foi bem aquilo que o candidato de extrema-direita, Alberto Neto, esperava. Ele ansiava por  uma bala de prata e conseguiu apenas uma bala de cobre.

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— Houve apenas um leve crescimento  de seus índices. Mas bem aquém do que se imaginava –, analisa Ernesto Philemon.

Erisipela roubou a cena

O próprio marketeiro fantasma havia projetado um crescimento em torno de  4 a 5 pontos.

Mas o efeito dessa vinda do imbrochável ficou aí em torno de 2 pontos percentuais.

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—  O fato que roubou a cena de Alberto foi a erisipela, os problemas intestinais e a internação dele na UTI. Ou seja, Bolsonaro virou fato dele mesmo e o Alberto Neto perdeu –, garante Philemon.

Fiasco em verde e amarelo

Ele disse que a expectativa do candidato foi cumprida só em 40%.

— Não tinha no evento do Bolsonaro mais de 6 mil pessoas. Eles esperavam 13 mil mais ou menos – diz Philemon, que foi conferir pessoalmente na arena “Amadeu Teixeira”, local do evento.

David estacionado

Sim, mas a quantos anda a pré-candidatura de David Almeida à reeleição?

Philemon avalia que o prefeito também é um candidato “resiliente”.  Não no sentido de ter feito  “telfon” , ao contrário, tem feito “velcro”.

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— Mas como  tem visibilidade, obras, inauguração, agenda política e administrativa  então ele consegue manter seus índices.

Índices deixam a desejar

Aconteces que esses índices não são assim, tão bons.

Segundo Philemon, um prefeito com a máquina na mão  teria que ter minimamente entre 35 a 40% das intenções de votos.

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— E ele está entrando na disputa há muito tempo, sempre  abaixo de 35%.

Desgaste político

E sabe por que isso vem acontecendo com o David Almeida?

No olhar do marketeiro fantasma, o prefeito de Manaus teve o mandato muito afetado desde aqueles escândalos da noiva dele e outros fatos que ocorreram.

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— Houve desgaste internos politicamente, perda de confiança, perda do apoio da Câmara Municipal Vide ... Veja que ele só conseguiu o  empréstimo solicitado por causa daquele lobby com o Marcelo  Pereira para que os dois votos da igreja mudaram na  última hora ora ele receber o dinheiro.

Onde está o dinheiro?

Sobre o empréstimo, Philemon revela uma informação.

Segundo ele, o dinheiro deve estar na conta ou no caixa da prefeitura em torno de 30 dias, “te dou essa informação.

Prefeitura muito endividada

O marketeiro fantasma diz mais:

— Ai esse dinheiro vai entrar na segunda quinzena de junho e parte dele vai  ser usado, não sei em que proporção, para pagar dívidas  porque a prefeitura está muito endividada. O índice de dívida da prefeitura é elevadíssimo!

E tome asfalto

A outra parte do dinheiro ele vai usar para estatar obras. Basicamente asfalto, a velha  fórmula, segundo Philemon, de colocar asfalto na reta final—

— Porque  é verão não é ? E no verão você pode do

produzir bem. Eu já não acho que  asfalto  seja um grande elementos para ganhar votos. Já não é há muitos anos.

O dique do prefeito

Mesmo assim Philemon acredita o asfalto  ajuda a manter uma percepção um pouquinho positiva em relação ao gestor.

— É como se fosse um dique, que protege  a candidatura de uma desidratação mais rápida, porque queira ou não queira  ele sempre será o alvo de todos os outro players. Então, para cada fala dele tem seis contra ele.

Bloco dos alternativos

Quanto aos outros candidatos que patinam na lanterna, Philemon se reusa a tratá-los como “ bloco dos nanicos”.

— Prefiro chama-los de “bloco de candidaturas alternativas”, que são aqueles  não têm  tempo de televisão, não têm recursos partidário, militância muito pequena e sequer marketeiros.

Sem sal, sem sabor

O marketeiro fantasma considera Wilker “um pouco mais atrevido”, porque tenta chamar mais a atenção polarizando muito com o Amom e com isso tenta  ganhar musculatura.

— Quanto à Maria do Carmo é uma campanha sem sal, sem sabor, sem empatia. É um bom produto, é mulher a única da disputa, mas sequer sabemos se tem marketeiro.

ÚLTIMA HORA

APROVADO DPVAT – Veja como votaram os senadores do Amazonas

Ao menos dois senadores do Amazonas – Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) votaram a favor do  projeto de lei que retoma o Seguro Obrigatório para Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT) e que antecipa R$ 15,7 bilhões para o governo Lula (PT). O crédito aberto no Orçamento possibilitará o pagamento de emendas de comissões aos parlamentares. Foram 41 senadores favoráveis ao texto, o mínimo necessário para aprovação. O projeto agora vai à sanção pelo presidente Lula (PT).

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O senador Plínio Valério, que faz oposição ao presidente Lula por apoiar a extrema-direita de Jair Bolsonaro votou contra.

Bem que o tucano de Eirunepé se aliou ao ninho bolsonarista, como sempre, mas mesmo assim foi derrotado.

ORGULHO

No meio da maior enchente já enfrentada pelo Rio Grande do Sul (RS), diversos artistas internacionais como a banda Guns N’ Roses, liderado por Axl Rose (caricatura), que se mobilizou e pediu doações nas redes sociais para o Light Alliance Emergency Fund, por meio da Brazil Foundation. O cantor Louis Tomlinson e o ator Vincent Martella pediram ajuda para o estado. Louis, ex-membro da banda One Direction, está com agenda de shows no Brasil até 12 de maio e transformou os locais em pontos de coleta de doações, além de ter divulgado que fez contribuições pessoais. A Fundação BeyGOOD, da Beyoncé, também usou as redes sociais para divulgar apoio aos locais afetados através da parceria que realiza com a Central Única das Favelas (CUFA) e anunciou formas de doar no Brasil e no exterior.

VERGONHA

Eduardo Leite: Governador denuncia criminosos que se aproveitam da tragédia para aplicar golpes

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fez um alerta para golpes do Pix relativos a doações para o estado, que sofre com fortes chuvas. Pelas redes sociais, Leite lamentou que criminosos estejam se aproveitando da situação em meio a atos de solidariedade para as vítimas.

— Pessoal, atenção. No meio de tanta solidariedade, tem aproveitadores que usam da sensibilidade das pessoas para aplicar golpes. Isso é lamentável –, afirmou ele.

Segundo dados da Defesa Civil, até o momento, as chuvas no RS já causaram 83 mortes, 111 pessoas desaparecidas e 291 feridas.

OUTRAS PALAVRAS

“A CERVEJA E A CACHAÇA SÃO OS PIORES INIMIGOS DO HOMEM. MAS O HOMEM QUE FOGE DOS SEUS INIMIGOS É UM COVARDE”, Zeca Pagodinho
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