
Quem acompanha a política brasileira conhece uma máxima frequentemente atribuída a Leonel Brizola:
— A política ama a traição, mas odeia o traidor!
A frase traduz um fenômeno recorrente. Em anos eleitorais, alianças são revistas, antigos parceiros seguem caminhos diferentes e novos apoios surgem conforme o cenário vai se desenhando.
É exatamente isso que começa a acontecer na disputa pelo Governo do Amazonas.
Nos últimos dias, o governador Roberto Cidade (União Brasil) ampliou sua base ao receber o apoio de lideranças que até então orbitavam o grupo político do senador Omar Aziz (PSD). Foi o caso de integrantes da ala evangélica do Republicanos, ligada ao deputado federal Silas Câmara, além do prefeito de Manicoré, Lúcio Flávio, filiado ao PSD.
Mas o movimento também ocorre no sentido contrário.
Embora Roberto Cidade seja o candidato do União Brasil ao Governo do Estado, diversos prefeitos eleitos pelo próprio partido decidiram reforçar o palanque de Omar Aziz. Entre eles estão os prefeitos de Barreirinha, Guajará, Humaitá, Iranduba, Japurá, Jutaí, Santa Isabel do Rio Negro, São Sebastião do Uatumã e Uarini.
Em outras palavras, a campanha ainda nem começou oficialmente e o mapa político do Amazonas já passa por um processo de rearranjo. Em uma eleição majoritária, prefeitos, vereadores e lideranças costumam reavaliar posicionamentos de acordo com as circunstâncias locais e as perspectivas eleitorais.
Mais do que uma característica de um candidato ou de outro, esse movimento confirma que, em política, alianças dificilmente permanecem estáticas durante uma campanha.
Bomba no colo de David
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) e candidato a deputado estadual, Givancir Oliveira acaba de colocar uma bomba no colo do ex-prefeito David Almeida, candidato ao governo do estado.
O patrimônio do sindicalista declarado à Justiça Federal, em seu registro de candidatura, saltou de R$ 140 mil, em 2022 para R$ 1,6 milhão em 2026. As informações são do portal Rios de Notícias .
Juntos e misturados
Isso talvez pudesse passar despercebido se Givancir não fosse integrante do Avante, partido do prefeito, com quem tem uma forte ligação política, participando de todos os eventos de apoio à sua candidatura ao governo do Estado.
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Na qualidade de presidente do sindicato dos Rodoviários, é Givancir que comanda as negociações envolvendo trabalhadores e empresas de transporte coletivo, com pautas relacionadas a salários, benefícios e condições de trabalho.
Fux em Manaus

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, esteve em Manaus nesta sexta-feira (7) para participar da Open Class “Desjudicialização e Modernização da Justiça”. O evento foi realizado às 18h30, no auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), reunindo magistrados, juristas e estudantes.
Cortes superiores
Além de Luiz Fux, o encontro também contou com a presença do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Guilherme Caputo Bastos, do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teodoro Silva Santos, e do professor Georges Abboud.
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O debate integra as atividades da pós-graduação em Desjudicialização, Mediação e Arbitragem Extrajudicial Avançada da Unoesc.
Justiça moderna
A proposta do evento é discutir mecanismos que reduzam a judicialização de conflitos e ampliem o uso de soluções consensuais, como mediação e arbitragem.
A iniciativa é promovida pelo Centro de Excelência em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), com apoio da UEA e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Aos amigos flores...

As decisões recentes dos ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm gerado discussões no cenário político por beneficiarem o senador Flávio Bolsonaro ao mesmo tempo em que tomam medidas contrárias a figuras ligadas ao governo Lula.
...Aos inimigos bala!
No TSE, sob a presidência de Kássio Nunes Marques, o ministro André Mendonça atendeu a um pedido do PL e exigiu que o governo federal entregasse dados detalhados de publicidade institucional ao partido, uma medida vista como favorável aos interesses da oposição e de Flávio Bolsonaro.
Peguem o Lulinha!
Em paralelo a essas decisões no âmbito eleitoral, Mendonça tem autorizado a pressão de alas da Polícia Federal em investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva (filho do presidente).
Parcialidade escancarada
Essa dinâmica tem sido alvo de críticas por parte de aliados do governo, que interpretam o "timing" e a direção oposta dessas decisões como um movimento de ministros alinhados ao bolsonarismo para proteger aliados e desgastar o atual governo.
Apertem os cintos...
Tem maluco pra tudo. Uma pastora evangélica e influenciadora digital foi retirada de um avião da Alaska Airlines, nos Estados Unidos, depois de pregar para outros passageiros durante um atraso antes da decolagem. A passageira foi identificada como Whitney Lynn, de 40 anos.
...Pregadora a bordo!
O episódio aconteceu no dia 30 de julho, no voo 708, que fazia o trajeto entre Orlando, na Flórida, e San Diego, na Califórnia, mas ganhou destaque nas redes sociais durante esta semana.
Sermão fora de hora
Não que seja proibido pregar a palavra de Deus, mas isso deve ser feito em ambiente propício e com a aquiescência das outras pessoas.
Até porque essas pessoas não são obrigadas a ouvir cultos evangélicos enfiados goela abaixo. Às vezes, professam diferentes religiões ou doutrina.
Em nome de Jesus
A empresa afirmou que pediu que ela deixasse a aeronave por motivos de segurança e informou que a mulher não poderá viajar nos voos da Alaska Airlines em um “futuro próximo”.
Whitney questionou o motivo pelo qual estava sendo retirada do avião.
O homem responde que a tripulação não se sentia “segura” com ela a bordo.
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Ao guardar seus objetos, Whitney reage à explicação.
— Eu não sabia que a mensagem de Jesus Cristo representava insegurança! –, responde a pregadora.
ÚLTIMA HORA
FLÁVIO VOLTA ATACAR STF – Candidato acusa que existe “roubalheira na mais alta cúpula do Judiciário"

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aproveitou um almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul, nesta sexta-feira (7), para atacar o Judiciário, especialmente, o STF (Supremo Tribunal Federal). No discurso, afirmou que ele tem divulgado a "roubalheira na mais alta cúpula do Judiciário" e, por isso, não querem que ele vença a eleição.
"Entendem qual o pavor que eles têm de a gente chegar e fazer a coisa certa? Imaginam dispostos ao que eles estão para impedir que nós cheguemos juntos em Brasília? Eles vão ultrapassar o limite da maldade", afirmou.
Flávio disse que a vida dele foi "virada do avesso", mas que não encontraram nada e nem vão encontrar. Fez questão de dizer que não fez nada de errado e não tem o que aparecer contra ele.
A declaração é dada após o mal-estar criado na campanha com a divulgação do áudio de uma conversa do senador com Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, para pedir dinheiro ao filme "Dark Horse", que conta a história de Jair Bolsonaro.
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Uma ala majoritária do Supremo defende uma resposta firme do TSE, ao ataque de Flávio contra as urnas eletrônicas, ao colocar em dúvida a segurança dos equipamentos. Os ministros querem
a deixar claro que a Justiça Eleitoral não aceita qualquer acusação infundada que tente minar a democracia no Brasil. No entanto, interlocutores da Corte dizem que os ministros pedem algum tipo de reação eleitoral, mas não necessariamente tão rígida como ocorreu com Bolsonaro, que perdeu os direitos políticos por oito anos.
ORGULHO

O exemplo vem lá dos Estados Unidos: O empresário Eddie Smith Jr. doou sua empresa aos funcionários que o ajudaram a tirá-la da falência e surpreende o mercado com a decisão. Ele recusou propostas milionárias. Smith Jr. é dono de uma fabricante de barcos chamada Grady-White Boats. O norte-americano recusou propostas de venda de quase US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) porque quando a empresa estava praticamente quebrada foram os funcionários que ajudaram a levantá-la.
Aí o negócio deu certo, a empresa teve faturamento superior a US$ 100 milhões por ano e ele transferiu o controle acionário para um fundo permanente. Tudo para que a empresa não possa ser poderá ser vendida e permaneça sendo administrada em benefício dos funcionários, da comunidade e de projetos sociais.
— Quem tem a sorte de estar em posição de ajudar os outros recebe um verdadeiro presente por poder fazer isso –, afirmou Eddie em entrevista à revista Fortune.
VERGONHA

Se alguém ainda pensa que o “voto de cabresto” acabou, está redondamente enganado. Ainda que não tenham ligação direta com as eleições deste ano, 922 servidores da Prefeitura de Campestre do Maranhão (MA) podem estar com o futuro ameaçado pelo processo eleitoral que vai definir o próximo presidente do Brasil. Isso por que o prefeito da cidade, Fernando Bermuda (PSB), tem ameaçado demitir funcionários municipais que não apoiarem Flávio Bolsonaro (PL) na votação em outubro.
As ameaças constam em relatos de servidores municipais e em mensagens enviadas pelo chefe do Executivo local em grupos e canais de transmissão, aos quais o Metrópoles teve acesso.
Em 4 de agosto, a Prefeitura de Campestre do Maranhão promoveu um culto para celebrar o início das atividades do segundo semestre de 2026. O anúncio do evento correu em grupos da cidade, quando Fernando Bermuda aproveitou o espaço para ameaçar funcionários que optem por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição.
“Vamos ao culto hoje na Assembleia de Deus. Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula, após a eleição, tá na rua”, disse o prefeito em uma mensagem.
OUTRAS PALAVRAS

“VOCÊ QUER PASSAR O RESTO DE SUA VIDA VENDENDO ÁGUA COM AÇÚCAR, OU VOCÊ QUER UMA CHANCE DE MUDAR O MUNDO?” (Steve Jobs)