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Dito & Feito - O QUE APRENDEMOS COM BELCHIOR – “Não leve flores para a cova do inimigo!”

A história registra candidatos fortíssimos, com um histórico político incrível e um leque de apoio poderoso que foram derrotados.

Charge de Mário Adolfo

Existe uma canção antiga do  compositor cearense Belchior (Não leve flores),  que diz assim: “ não cante vitória muito cedo, não/ nem leve flores para a cova do inimigo...”

Mas o alerta feito pelo compositor parece que não anda tocando muito o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) que esta semana declarou que  o apoio do governador “não lhe faz falta” , já que para vencer as eleições ele só precisa do apoio de dois senadores, Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB).

Ops! Não é bem assim que funciona, prefeito!...  A história registra candidatos  fortíssimos, com um histórico político  incrível e um leque de apoio  poderoso que foram derrotados. Os lendários caciques Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes são dois exemplos. Serafim Corrêa, que tinha a máquina na mão também. Eduardo Braga que foi governador duas vezes e fez boas administrações amargou algumas derrotas.

Portanto, não cante vitória muito cedo, não, nem leve flores para a cova do inimigo. Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém!

Lembra do imbrochável?

Taí o imbrochável Jair Bolsonaro (PL), que mandava no país, tinha todas as máquinas na mão, um rebanho gigantesco de fanáticos que o endeusam até hoje como “ mito” e que, mesmo assim, com um forte esquema de extrema direita e com um festival de fake News,   levou o maior cacete.

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E o que é pior, de um adversário que estava trancafiado numa cadeia por dois anos.

Cidade reage

Quem não gostou nadica de nada  da postura de David foi o pré-candidato a prefeito Roberto Cidade, nome lançado pelo governador Wilson Lima (UB).

Ao saber que David já conta com o ovo, o presidente da Assembleia Legislativa saltou nas tamancas.

Esse cara sou eu!

Em vídeo postado nas redes sociais, Cidade mandou um míssel em direção ao prefeito, lembrando que o candidato é ele e não o governador.

— David, você já enfrentou o governador, em 2018, e perdeu a eleição. David, o pré-candidato a prefeito de Manaus, agora, sou eu!

Combinaram com os russos?

O pré-candidato Marcelo Ramos (PT) também reagiu à declaração do prefeito David Almeida.

Ele disse à D&F que tem muito respeito pelos senadores Omar e Braga e reconheço que são os quadros essenciais para defesa dos interesses do Amazonas hoje em Brasília e que “são eleitoralmente relevantes”.

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— Mas, pra ganhar a eleição precisa de 50% + 1 dos votos. Isso me lembra a história do Garrincha: “já combinaram com os russos?”. No caso, com os eleitores? Meu esforço será para combinar a vitória com os eleitores de Manaus.

Seria incoerência

O que causa estranheza é o senador Omar Aziz, ligadíssimo ao Lula, não apoiar Marcelo Ramos, o candidato do presidente.

Faz sentido?

Frase feita

Perguntado sobre o assunto, Marcelo saiu com a velha máxima de que ainda tem “muita água pra passa debaixo da ponte”. Não necessariamente com essas palavras.

— Ainda tem muita coisa para acontecer até a convenção!

Breval disse não

O empréstimo de R$ 580 milhões à Prefeitura de Manaus foi aprovado na manhã dessa segunda-feira (22) pela Câmara de Manaus, mesmo assim ainda encontra resistência.

O vereador Lissandro Breval (PP) fez questão de registrar que votou contra. E ainda disse porque.

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— Eu acabo de votar contra esse pedido de empréstimo pela Prefeitura por não ver transparência com o R$1.1bilhão já autorizado por essa Casa para a atual gestão.

Falta gestão

Breval argumenta que não há transparência e as obras que afirmaram que seriam feitas não foram executadas.

— Eu não canso de falar que o que Manaus precisa é de gestão, não de mais dinheiro. Não dá pra liberar mais e mais dinheiro sem que ao menos preste conta do que foi feito com o valor anterior –, disparou o vereador.

Legalização do bagulho

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que, no mundo democrático, existem duas posturas possíveis para as drogas ilícitas:

— Uma, a da repressão, e outra, que vem ganhando corpo em todo o mundo, que é a da legalização das drogas mais leves –, avaliou o magistrado.


Repressão falhou

De acordo com Barroso, a 2ª acontece pela constatação de que a guerra contra as drogas fracassou.

Isso porque  o “modelo repressivo” não conseguiu diminuir o poder do tráfico nem o consumo.

E se for um preto?

O presidente do STF observou que, se um jovem for pego com 40 gramas de maconha na zona sul do Rio de Janeiro, por exemplo, é considerado um portador para consumo próprio.

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— Porém se o outro jovem, geralmente negro, for pego com a mesma quantidade na periferia do Rio de Janeiro, é preso como traficante.

Filhote da ditadura

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), general da reserva do Exército – aquele que não comeu a boina, como havia prometido –, continua vendo o golpe de 1964 que instalou uma ditadura no país como um coisa boa para o Brasil.

Filhote da ditadura 2

Foi o único que no 31 de março, publicou uma mensagem simpática ao golpe de 1964. O ex-vice-presidente fez o mesmo em outras ocasiões nos últimos anos.

— A história não se apaga e nem se reescreve, em 31 de março de 1964 a Nação se salvou a si mesma! –, escreveu o parlamentar nas redes sociais.

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Como diria o governador Leonel Brizola, o general Mourão é um d aqueles “ filhotes da ditadura”.

ÚLTIMA HORA

Chuva impediu manauaras de ver a Lua Cheia Rosa

Lua rosa: A lua não muda de cor, é  uma homenagem às flores desabrochavam no início da primavera.

Uma Lua Cheia Rosa aconteceu nesta terça-feira (23), sendo vista em várias parte do Brasil. Menos em Manaus, onde o dia foi de chuva e céu carregado.

Uma pena porque não seria necessário usar nenhum tipo de equipamento especial para conferir o fenômeno. Bastava esperar que a Lua aparecesse na direção leste por volta das 17h32 no horário de Brasília, o que não aconteceu na capital amazonense.

Apesar do que o nome parece indicar, a cor da lua não mudou durante o evento.  Na antiguidade, as luas cheias eram as que mais ganhavam nomes especiais, de acordo com a época do ano. Por exemplo, a Lua cheia de abril era conhecida como Lua Rosa, por causa das flores que desabrochavam no início da primavera.

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No hemisfério norte, a estação das flores começa entre 20 e 21 de março, mas a primeira Lua cheia acontece no mês seguinte. Aqui, no sul do globo, a primavera começa em setembro, então não faz sentido adotar o nome Lua Rosa.

ORGULHO

A eterna rainha da sofrência, Marília Mendonça, se tornou a primeira brasileira a atingir 10 bilhões de streams no Spotify. Recorde inédito. As informações são do site SóNotíciaBoa!

A marca é histórica e foi compartilhada pelo Spotify nas redes sociais da empresa. “O legado dela será eterno e as músicas jamais deixarão de ser cantadas”, escreveu. E não é o primeiro recorde que a cantora consegue na plataforma. No ano passado, ela ficou em segundo lugar entre as artistas mulheres brasileiras mais tocadas no Spotify Brasil. Marília faleceu em 5 de novembro de 2021, no ápice da carreira, vítima de um acidente aéreo.

VERGONHA

Joca era a alegria de João Fantazzini. O tutor do cachorro ficou desesperado

Que triste e que vergonha! Um cachorro de 4 anos morreu durante uma falha no transporte aéreo da Gollog, empresa da companhia aérea Gol, nesta segunda-feira (22). Joca, um cão da raça Golden Retriever, deveria ser levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) para Sinop (MT), onde seu tutor o aguardava, mas foi parar em Fortaleza. Após a constatação do erro no destino do animal, ele retornou a Guarulhos, mas chegou morto no aeroporto em São Paulo. A família acusa a Gol de negligência. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcia Martin, mãe de João Fantazzini, tutor do animal, diz que a empresa não chamou nenhum veterinário para avaliar o cão. A família também diz que Joca teria sido deixado dentro do canil, na pista, sob o sol.

OUTRAS PALAVRAS

“A cachorra é um ser humano, e eu não hesitei.”

O ex-ministro Magri e sua cachorrinha "humana" como outro qualquer

Ministro Antônio Rogério Magri, do Trabalho, no governo Collor, sobre o uso de carro oficial para levar sua cachorra ao veterinário.

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