
Terça-feira, 03 de novembro. Foi uma noite histórica para o Partido Democrata que voltou a conquistar o controle da Câmara e do Senado dos Estados Unidos, impondo uma amarga derrota ao presidente republicano, Donald Trump. Aconteceu o que já se previa: Os Democratas ganharam maioria na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato, vistas como um referendo para o mandato do presidente Donald Trump. No entanto, apesar das evidências, o presidente dos EUA não vê as derrotas do Partido Republicano como uma rejeição à sua presidência.
— Mas não encaro isso como um golpe contra mim. Tivemos os dois melhores anos na história da presidência em termos de economia, em termos de tudo o que realizamos –, declarou o presidente à Fox News.
Ao ser questionado sobre qual seria sua mensagem final ao povo americano, o presidente parabenizou o partido adversário.
— Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho. Estavam buscando isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram –, disse.
Se não é contra ele...
Trump não vê a derrota como uma rejeição contra ele, mas não é bem assim. Para os observadores, os principais fatores parecem ser a inflação, as tarifas impostas por Trump, a guerra no Irã e a preocupação dos eleitores com a conduta de Trump e seu enriquecimento pessoal.
...é contra quem, então?
Pesquisas com eleitores realizadas pela CNN indicam que mais de 6 em cada 10 eleitores desaprovam Trump, sendo que a maioria expressa uma desaprovação contundente. Dois terços dos entrevistados afirmaram que as políticas de Trump pioraram a economia.
Pode sobrar pro fujão

Uma eventual perda de controle do Congresso dos Estados Unidos por Donald Trump, nas eleições de meio de mandato (midterms), pode enfraquecer o respaldo político ao ex-senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está nos EUA sob autorização temporária de permanência.
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Diplomatas brasileiros avaliam que a vitória democrata no Congresso dos Estados Unidos abrirá espaço para investigar a suposta participação do governo Donald Trump na fuga de Flávio Bolsonaro.
Flávio na corda bamba
Segundo apuração de Túlio Amâncio, do SBT News, a nova composição legislativa tende a exigir explicações da Casa Branca sobre eventual uso de verbas públicas e o envolvimento de assessores americanos no caso.
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Embora a chance de extradição seja considerada mínima, a pressão política nos EUA pode complicar a situação do senador.
De lavada
Na Câmara, os Democratas conseguiram 228 cadeiras até as 7h30 de hoje, 19 a mais do que na configuração atual. Os Republicanos, por sua vez, tinham 139 assentos.
Outras 68 cadeiras seguiam em disputa, mas a projeção aponta que este deve ser o melhor desempenho democrata desde 2008. Naquele ano, quando Barack Obama ganhou a eleição pela primeira vez, os democratas tiveram 257 assentos na casa.
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Já no Senado, os Democratas conseguiram 54 assentos, sete a mais do que na eleição anterior. Eles precisavam de quatro cadeiras para ter a maioria na casa e duas vagas ainda estavam abertas, no Alasca e no Kansas.
Vitória de cabo a rabo
Os democratas tiveram vantagem até mesmo nas disputas para governos estaduais, com cinco eleitos para substituir candidatos republicanos. Na configuração atual, os EUA terão 28 governadores democratas e outros 20 republicanos. Duas vagas seguem em aberto.
Ainda estou aqui
Na manhã desta quarta-feira (4/11), surgiram as primeiras manifestações da Casa Branca após os ganhos expressivos dos democratas.
A conta oficial da Casa Branca publicou uma imagem de Trump debruçado sobre a "Resolute Desk", a mesa do Salão Oval, acompanhada de um "aviso de utilidade pública".
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Sobre a imagem, lê-se a mensagem: "Aviso: Trump ainda é o seu presidente".
Não estou na cédula
Mais cedo, Trump reagiu à derrota republicana, reconhecendo que os democratas "fizeram um bom trabalho", ao mesmo tempo em que afirmou que os candidatos republicanos teriam tido um desempenho melhor se ele estivesse na cédula eleitoral.
Abaixo os postes

D&F sempre defendeu que postes de energia – onde se aglomera um emaranhado de fios – é coisa do passado.
Cidades modernas e grandes centros urbanos utilizam redes elétricas subterrâneas, especialmente em áreas centrais, bairros novos ou locais com alta densidade demográfica.
Custa caro
No entanto, a transição completa da rede aérea (com postes e fios expostos) para a subterrânea não é uma regra absoluta para todas as cidades devido aos altos custos envolvidos.
A instalação subterrânea pode ser de 5 a 10 vezes mais cara do que a rede aérea. É necessário quebrar calçadas, abrir valas, reforçar o isolamento dos cabos e construir câmaras subterrâneas.
Por baixo é mais seguro
Entre as vantagens da rede subterrânea estão a proteção dos cabos contra tempestades, ventos fortes, quedas de árvores, raios e colisões de veículos em postes. Isso reduz drasticamente o número de apagões.
Estética Urbana
Além disso, o fim dos postes e mudança para a rede subterrânea elimina a "poluição visual" dos emaranhados de fios, valorizando a arquitetura local e os imóveis. Reduz o risco de acidentes graves, como choques elétricos por fios partidos na rua ou ligações clandestinas ("gatos").
Salve o verde
Com o fim dos postes, haverá mais espaço para o plantio e o crescimento saudável de árvores nas calçadas sem a necessidade de podas drásticas para desimpedir cabos.
Oba, rua sem poste!
Agora, para felicidade geral dos manauaras, a Prefeitura de Manaus, via Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), informa que, nesta terça-feira, 3/11, estão sendo retirados os postes compartilhados que atendiam às redes de energia elétrica, telefonia e internet no Trecho 1, entre as ruas Ramos Ferreira e Monsenhor Coutinho, dentro do projeto da rua gastronômica, no centro da capital.
Bem mais civilizado
A intervenção é possível, porque a rede de distribuição de energia elétrica já foi implantada e está em funcionamento pelo sistema subterrâneo.
A prefeitura deixa claro que as adequações são de responsabilidade das respectivas operadoras, que devem realizar os procedimentos necessários para garantir o funcionamento de suas redes.
Rua gastronômica
A retirada dos postes representa mais uma etapa na implantação do projeto urbanístico da rua gastronômica, contribuindo para a organização da infraestrutura e a qualificação do espaço urbano no Centro Histórico de Manaus.
Direitista não tem humor

O humorista Yuri Marçal passou por uma situação inusitada durante uma apresentação do espetáculo Macumbeiro, na última segunda-feira, 2, no Teatro Jorge Amado, em Salvador (BA).
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Uma espectadora interrompeu o show para reclamar das piadas com referências políticas feitas pelo comediante, que é apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na Bahia, fascista...
Nas imagens, o comediante fala sobre a reeleição de Lula e ironiza os votos recebidos por Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.
— Eu paguei para assistir a um espetáculo de macumba. Se ele vai falar de política, eu quero meu dinheiro de volta –, cobrou.
...não se cria!
A manifestação provocou reação imediata da plateia, que vaiou a espectadora a plateia, que vaiou a espectadora e entoou gritos de apoio ao presidente Lula, além do coro:
— Aqui é Bahia e na Bahia fascista não se cria!.
Foi somente neste momento que Yuri percebeu o que estava acontecendo e interrompeu o espetáculo.
ORGULHO

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3/11), levaram candidatos de grupos historicamente sub-representados a cargos inéditos na política norte-americana. Entre os resultados confirmados por projeções da imprensa estão a vitória da primeira mulher negra eleita governadora de um estado do país, a chegada do primeiro homem assumidamente gay ao Senado e a eleição da primeira mulher indígena para comandar um governo estadual. O democrata Chris Pappas conquistou uma cadeira no Senado por New Hampshire e se tornou o primeiro homem assumidamente gay eleito para a Casa.
Na Geórgia, a democrata Keisha Lance Bottoms derrotou o republicano Rick Jackson, apoiado pelo presidente Donald Trump, e se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado norte-americano. Ela também será a primeira mulher e a primeira pessoa negra a ocupar o comando do Executivo estadual da Geórgia. No Novo México, Deb Haaland alcançou outro marco ao se tornar a primeira mulher indígena eleita governadora nos Estados Unidos. Integrante do povo Laguna Pueblo, a democrata já havia ocupado posições inéditas na política nacional antes de vencer a disputa estadual.
VERGONHA

A quem interessa defender as Bets? Dos 34 representantes convidados para serem ouvidos na audiência do Supremo Tribunal Federal (STF) contra, pelo menos 22 já haviam se posicionado contra a medida.
“O jogo é sujo. E quem paga é a sua família. As apostas online viciam, endividam e adoecem famílias inteiras. A proibição está valendo, o setor quer derrubá-la no STF, vamos juntos pedir para que ela continue”, diz a campanha para impedir que a proibição seja derrubada pela Justiça. A campanha #BetsNuncaMais ganhou força nas redes sociais e ultrapassou 572 mil assinaturas em poucas horas para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a volta das apostas online no Brasil.
OUTRAS PALAVRAS

“EU TE DIGO O QUE A LIBERDADE SIGNIFICA PRA MIM: NÃO TER MEDO”, Nina Simone