O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17). A morte do ex-atleta foi confirmada em um comunicado da família. Ele passou mal em casa, na cidade de Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo.
Segundo a nota, o velório de Oscar será reservado aos familiares "em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento".
Oscar foi diagnosticado com um tumor cerebral em 2011 e o tratou até 2022, quando terminou o tratamento com respaldo médico. "Parei (com o tratamento) esse ano, eu mesmo decidi parar. Morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim, era um terror. E, graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser o melhor palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor", disse em entrevista para a Rede TV.
"Meu médico, Dr. Olavo Ferreira, ao ver os meus últimos exames, falou: 'Oscar, você está bem, vamos parar com a quimioterapia'. Depois dessa declaração que eu dei, virou uma confusão danada. Não estou desistindo do meu tratamento. Recebi alta do meu médico. Estou seguindo o conselho do meu médico, que acha que eu estou curado. E estou mesmo! Eu venci essa batalha!", disse ele alguns dias depois.
Oscar iniciou sua trajetória aos 16 anos, mudou-se para São Paulo para atuar nas categorias de base do Palmeiras, onde rapidamente se destacou e passou a integrar a seleção brasileira. Em 1979, já defendendo o Sírio, conquistou o mundial interclubes e, no ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou.
Ao longo da carreira, brilhou também no exterior, com destaque para mais de uma década pelo basquete italiano, onde se consolidou como um dos principais cestinhas da Europa. De volta ao Brasil nos anos 1990, vestiu camisas como a do Corinthians e do Flamengo, clube pelo qual atingiu uma de suas marcas mais emblemáticas: tornou-se o maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos.
Pela seleção brasileira, disputou cinco Olimpíadas e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Ele já enfrentou até a Seleção dos EUA na época do Dream Team - com Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird - em 1992, marcando 24 pontos, um recorde naquele jogo.