
Como “perguntar não ofende”, muita gente anda se questionando: por que, nesta campanha para as eleições de 2026, tantos militares e integrantes das forças de segurança estão deixando suas funções para entrar na política?
A lista de candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e até vice-governador é extensa. São coronéis, capitães, tenentes, sargentos, cabos e delegados da Polícia Civil em busca de uma cadeira no Legislativo ou de espaço no Executivo.
Entre eles está o coronel Aníbal Gomes Jr., candidato a vice-governador na chapa de Maria do Carmo Seffair (PL).
O contraste está no fato de que muitos desses candidatos exibem e defendem a farda com orgulho e fazem da experiência nas forças de segurança uma das principais marcas de suas campanhas.
É o caso do capitão Alberto Neto, que frequentemente aparece em atos e vídeos fazendo continência e já utilizou em sua propaganda imagens de coturnos militares marchando durante a madrugada para reforçar seu discurso de combate à criminalidade.
Amor pela farda…
O capitão Alberto Neto também já exibiu, na porta de seu gabinete no Anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília, um totem de papelão com a imagem, em tamanho real, de um policial militar fardado e armado com um fuzil, em posição de ação.
A imagem chegou a assustar quem passava pelo corredor sem perceber que se tratava de um boneco.
Amor pela farda…
…pero no mucho!
Agora, se gostam tanto assim da vida na corporação, por que tantos estão deixando quartéis, batalhões e delegacias para entrar na política?

O que diz a Constituição
A Constituição Federal estabelece regras específicas para militares que pretendem disputar eleições.
O militar da ativa não pode estar filiado a partido político enquanto permanecer no serviço ativo. Para concorrer, deve observar as regras de afastamento ou passagem para a inatividade, conforme sua situação funcional e seu tempo de serviço.
As normas procuram preservar a hierarquia e a disciplina das Forças Armadas e das corporações militares estaduais, além de separar a atividade político-partidária da estrutura das instituições armadas.
Militares na política
A presença de militares na política brasileira não começou agora.
Ela está ligada a fatores históricos e ao papel desempenhado pelas Forças Armadas em diferentes momentos da formação política do país.
Ao longo da história republicana, setores militares defenderam, em determinados períodos, a ideia de que as Forças Armadas teriam uma espécie de papel moderador ou de tutela sobre as instituições civis — interpretação que é objeto de forte controvérsia histórica, política e jurídica.
Revoluções e golpes
A história registra a participação direta de militares na queda do Império e na Proclamação da República, em 1889.
As Forças Armadas também tiveram participação decisiva em outros momentos da história brasileira, como a Revolução de 1930, o Estado Novo e, sobretudo, o golpe de 1964, que deu início à ditadura militar que durou 21 anos.
Então tá, hein!
Segundo policiais, bombeiros e militares que ingressam na política, a decisão de trocar a carreira nas corporações pelas urnas não está relacionada aos salários e às vantagens dos cargos eletivos.
O argumento recorrente é outro: representar no Legislativo ou no Executivo os interesses das categorias ligadas à segurança pública.
Outros sustentam que a associação com valores como ordem, segurança e disciplina encontra respaldo entre eleitores preocupados com a criminalidade e com a gestão da segurança pública.
Listão dos candidatos da segurança
Confira os militares e delegados que disputam uma vaga para deputado estadual:
Cabo Jonas Natário (MDB), Cabo Maciel (PL), Cabo Mailson Jesus (PSD), Capitão Carpê (PL), Capitão Dilson Castro (Agir), Capitão Isaías (PL), Comandante Dan (Republicanos), Coronel Amadeu (Republicanos), Coronel Bonates (Podemos), Coronel Vinícius Almeida (Podemos), Coronel Wilson Marques (MDB), Delegado Péricles (PL), Delegada Ana Oliveira (PSD), Delegada Joyce Coelho (PSD), Delegado Ayslan Marques (PSD), Delegado Paulo Mavignier (Avante), Sargento Loiola (Podemos), Sargento Ana Cláudia (Republicanos) e Sargento Manoel Loureiro (Republicanos).
Candidatos a deputado federal
Coronel Menezes (Avante), Coronel Rosses (PL), Delegada Brenda Mafra (PSD), Delegada Costa e Silva (PL), Delegado Pablo (PL), Delegado Tayah (PT), Sargento Augusto (Podemos), Sargento Salazar (PL) e Tenente-Coronel Adriana (PP).
Militar candidato ao Senado
Capitão Alberto Neto (PL).
Militar candidato a vice-governador
Coronel Aníbal Gomes Jr. (PL).
Camarada fora da eleição
O candidato do PCdoB a deputado estadual Eron Bezerra está fora das eleições.
Segundo nota enviada ao portal marioadolfo.com, Eron teve sua candidatura questionada em uma ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral em razão de irregularidades apontadas em processos referentes ao período em que exerceu o cargo de secretário de Estado da Produção Rural (Sepror).
Eron sustenta que se tratam de questões formais, “sem qualquer dolo específico”.
A impugnação foi parcialmente acolhida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
— Poderíamos recorrer ao próprio TRE e ao TSE, mas, sem uma definição até 14 de setembro, não seria mais possível apresentar um nome para nos substituir, razão pela qual decidimos pela renúncia e pela indicação de Edilon Queiroz para nos substituir — explicou Eron.

Quem é o substituto
Edilon Queiroz, que herdou a candidatura de Eron, é operário e líder sindical. Já presidiu a CUT e a CTB e atualmente é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos e dirigente do Comitê Estadual do PCdoB.
A luta continua
Eron Bezerra afirmou que continuará na luta política porque, segundo ele, “só é derrotado quem desiste da luta e aceita a derrota”.
— O que jamais farei, pois, como diz o Hino do Amazonas, “viver é destino dos fortes, assim nos ensina, lutando, a floresta” — afirmou o líder comunista.
Mendonça na mira
Uma representação apresentada ao Senado Federal nesta quinta-feira (17) pede a abertura de processo por crime de responsabilidade contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento reúne questionamentos sobre a atuação do magistrado em episódios relacionados ao Banco Master, ao encontro com Daniel Vorcaro e a procedimentos sob sua relatoria.
Pedido de impeachment
A representação é assinada pelo advogado Ivan Pereira de Souza Duarte e cita dispositivos da Constituição Federal e da Lei nº 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade.
O pedido busca a abertura de processo contra Mendonça e, caso haja condenação, a perda do cargo e a inabilitação para o exercício de função pública.
Encontro com Vorcaro
Um dos episódios mencionados envolve um encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, ocorrido em março de 2025.
Mendonça confirmou publicamente ter se reunido com Vorcaro e afirmou que a conversa tratou de precatórios. O ministro também sustenta que sua atuação posterior não favoreceu os interesses do banqueiro.
Instituto Iter…
A representação também menciona o Instituto Iter, fundado por Mendonça.
Levantamento divulgado pela imprensa identificou 28 contratos do instituto com órgãos públicos, totalizando R$ 10,7 milhões em pouco mais de dois anos.
Os contratos foram celebrados por dispensa ou inexigibilidade de licitação, modalidades de contratação direta previstas na legislação e que, por si só, não caracterizam irregularidade.
…e o Dark Horse
Outro ponto citado envolve as investigações relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As relações entre personagens ligados ao Banco Master e integrantes do meio político passaram a ser objeto de investigações e de uma série de questionamentos públicos.

O povo quer saber
Por que a grande mídia deu tão pouco destaque à informação de que Flávio Bolsonaro teria uma empresa registrada no mesmo endereço relacionado a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”?
E se fosse o Lulinha, hein? Teria o mesmo tratamento?
Bolsa Família
Quem tem o Bolsa Família como complemento do orçamento doméstico recebeu uma notícia importante.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, reconheceu nesta sexta-feira (18) que o reajuste promovido pelo governo federal no Bolsa Família constitui uma medida de atualização dos benefícios financeiros do programa e dá continuidade ao cumprimento de decisão tomada pela Corte em 2021 sobre a implementação de programa de renda básica de cidadania.
Gilmar considerou que o reajuste adotado neste mês funciona como mecanismo de implementação da determinação do Tribunal.
O ministro concluiu ainda que a medida não afronta as restrições previstas na legislação eleitoral.
ÚLTIMA HORA
“UM CRIME COMETIDO CONTRA A POPULAÇÃO DO AMAZONAS”
Omar Aziz explica por que considera que o abandono da Cidade Universitária prejudicou o Estado
O candidato ao Governo do Amazonas, senador Omar Aziz (PSD-AM), falou durante entrevista ao G6 — consórcio formado pelos portais Hiel Levy, Marcos Santos, marioadolfo.com, Amazonas Atual, Único e BNC — sobre a Cidade Universitária, projeto que foi uma das principais vitrines de seu governo e acabou não sendo concluído pelas administrações seguintes.
Omar comparou a situação com obras que recebeu de seu antecessor, Eduardo Braga.
— Todas as obras que o Eduardo Braga deixou, tanto na capital quanto no interior, eu dei seguimento e concluí. Infelizmente, não fizeram isso com a Cidade Universitária, o que não é um crime cometido contra mim nem contra vocês. É um crime cometido contra a população do Estado do Amazonas.
O senador lembrou que a implantação do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) levou décadas.
— Foram necessários 40 anos para construir a Universidade Federal do Amazonas. Hoje o campus está todo lá, mas demorou 40 anos. Não foram 40 dias nem 40 meses. A Cidade Universitária não seria feita em seis meses.
O candidato afirmou ainda que o projeto previa moradia para cerca de 2 mil estudantes, distribuídos em mil apartamentos, além de estrutura para alimentação dentro do próprio complexo.
— Dinheiro não faltou porque o dinheiro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do projeto da Cidade Universitária vem do PIM [Polo Industrial de Manaus]. E quem repassa o dinheiro é o pessoal da informática, por meio de uma lei que nós criamos para a UEA — garantiu o senador.
ORGULHO
Best Hotels 2026: Brasil tem dois representantes entre os melhores do mundo

O Brasil tem dois representantes entre os 50 melhores hotéis do mundo em 2026.
O Rosewood São Paulo conquistou o 6º lugar no ranking mundial e foi eleito o melhor hotel da América do Sul. Já o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, aparece na 29ª posição.
A lista do The World’s 50 Best Hotels 2026 foi anunciada nesta semana, em Paris, e reúne estabelecimentos escolhidos por mais de 800 especialistas internacionais do setor.
Para o Brasil, o resultado também representou um salto expressivo: o Rosewood São Paulo subiu 18 posições em relação a 2025, quando ocupava o 24º lugar.
No topo do ranking mundial está o Rosewood Hong Kong. O Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River, na Tailândia, aparece em segundo lugar, seguido pelo Capella Bangkok, em terceiro.
Confira os dez primeiros:
- Rosewood Hong Kong — Hong Kong
- Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River — Bangkok, Tailândia
- Capella Bangkok — Bangkok, Tailândia
- Passalacqua — Lago de Como, Itália
- Raffles Singapore — Singapura
- Rosewood São Paulo — São Paulo, Brasil
- Mandarin Oriental Bangkok — Bangkok, Tailândia
- Chablé Yucatán — Chocholá, México
- Hôtel de Crillon — Paris, França
- Upper House Hong Kong — Hong Kong
VERGONHA

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém forte identificação pública com o campo político conservador, em razão de sua passagem pelo governo Jair Bolsonaro e de posições adotadas antes e depois de chegar à Corte.
Mendonça foi indicado ao STF por Bolsonaro em 2021, depois de o então presidente anunciar que pretendia escolher para a Corte um ministro “terrivelmente evangélico”.
Antes de chegar ao Supremo, Mendonça foi advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro.
Durante sua passagem pelo Executivo, episódios envolvendo a utilização da antiga Lei de Segurança Nacional contra críticos do governo provocaram questionamentos de entidades e especialistas sobre os limites da atuação estatal diante da liberdade de expressão.
Já no STF, decisões e votos de Mendonça em temas como armas, pandemia e outras pautas de interesse do antigo governo passaram a ser analisados à luz de sua trajetória política anterior.
Agora, o ministro também enfrenta questionamentos relacionados ao Banco Master e a Daniel Vorcaro. As circunstâncias dessas relações estão sendo objeto de pedidos de investigação e de representações, sem que isso, por si só, signifique comprovação de irregularidades.
OUTRAS PALAVRAS

“EXISTEM DOIS TIPOS DE MULHERES: AS QUE QUEREM DOMINAR O MUNDO E AS QUE QUEREM DOMINAR NA CAMA.” (Jacqueline Kennedy Onassis)