O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência na manhã desta quarta-feira (08/07), em uma nova diligência da Polícia Federal (PF) autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a defesa, os agentes chegaram ao local por volta das 7h para cumprir uma ordem que determinava a procura por armas, munições, acessórios e documentos de registro eventualmente ainda em posse do ex-presidente. Nenhum material foi encontrado. Eles deixaram a residência pouco antes das 8h30.
A busca foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que viu inconsistências na versão da defesa sobre as armas do ex-presidente. Segundo o ministro, a discrepância entre as informações prestadas pelos advogados e as que já constavam do processo de Bolsonaro tornaram a busca "imprescindível" para garantir que não há mais armas na casa do ex-chefe do Executivo.
"Na presente hipótese, a discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado JAIR MESSIAS BOLSONARO", escreveu Moraes.
A operação ocorre um dia depois de os advogados de Bolsonaro comunicarem ao STF o paradeiro das duas armas que ainda não haviam sido localizadas pela Polícia Federal. Segundo a defesa, todas as dez armas registradas em nome do ex-presidente já estão sob custódia de órgãos públicos ou têm localização conhecida e informada às autoridades.